Vacina alemã revela eficácia de apenas 47%. PSD requer audição urgente de especialistas sobre a evolução da pandemia

Acompanhe aqui as principais notícias sobre a pandemia de covid-19 e a vacinação.

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© Orlando Almeida / Global Imagens
Vacina alemã revela eficácia de apenas 47%

Uma vacina contra o covid-19 que está a ser de desenvolvida pela CureVac da Alemanha mostrou resultados dececionantes numa análise provisória da sua eficácia, anunciou esta quarta-feira a empresa.

"No contexto sem precedentes de pelo menos 13 variantes a circular no subconjunto da população do estudo avaliada nesta análise provisória, a vacina mostrou uma eficácia de 47 por centro contra a covid-19, não atendendo aos critérios estatísticos de sucesso predeterminados", referiu a CureVac em comunicado.

AFP

PSD requer audição urgente de especialistas sobre a evolução da pandemia

O Grupo Parlamentar do PSD requereu hoje uma audição no Parlamento, com caráter de urgência, de "vários especialistas sobre a evolução da pandemia" de covid-19 após as "informações mais recentes" da nova variante "com ritmo de transmissibilidade mais acelerado".

No requerimento, divulgado à comunicação social, os sociais-democratas justificam o pedido com as "informações mais recentes sobre a existência de uma nova variante do Sars-Cov2 com ritmo de transmissibilidade mais acelerado, já identificada em Portugal e dominante na região de Lisboa".

Os parlamentares do PSD, que dirigiram o pedido ao presidente da Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19, lembram que esta comissão deve "tentar seguir o mais possível a evolução dos acontecimentos".

"Os deputados apelam a que estas audições sejam agendadas com caráter de urgência", pode ler-se.

Lusa

Crianças em França deixam de usar máscara nos recreios das escolas

As crianças em França vão deixar de ser obrigadas a utilizar a máscara nos recreios decidiram as autoridades francesas após anunciarem também o fim da obrigação de máscara no exterior e o fim do recolher obrigatório.

O fim da obrigação de máscara no exterior não abrange, no entanto, os mercados ao ar livre, as filas de espera ou os estádios, já que são locais onde as pessoas se aglomeram.

Nos hospitais franceses há agora menos de 12 mil pessoas internadas devido à covid-19, mais precisamente 11.519 pacientes e há registo de 1.873 doentes graves da covid-19, menos 100 do que na véspera.

Lusa

Hospital Santa Maria aumentou camas de enfermaria para 42 e de UCI para 14

Cerca de metade dos doentes com covid-19 internados no Hospital Santa Maria têm menos de 50 anos, segundo o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que já aumentou para 42 as camas de enfermaria e para 14 as de cuidados intensivos.

O número de camas de enfermaria destinadas a doentes com covid-19 aumentou de 21 para 42 e as camas de cuidados intensivos de 8 para 14, "no âmbito do processo de antecipação das necessidades assistenciais e planificação da resposta institucional", refere o centro hospitalar numa resposta enviada à agência Lusa.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) tem registado um "aumento paulatino" do número de doentes internados com covid-19, sendo a média etária de 50,2 anos.

Lusa

Madeira regista oito novos casos nas últimas 24 horas

A Madeira registou esta quarta-feira oito novos casos de covid-19, nove recuperações e 31 situações suspeitas, indicou a Direção Regional de Saúde, referindo que o total de infeções ativas é de 61, com dois doentes hospitalizados.

Entre os novos positivos, três foram importados - um da Venezuela e dois da região de Lisboa e Vale do Tejo - e cinco são de transmissão local, elevando para 9.550 o número de casos confirmados de infeção por SARS-CoV-2 na região desde o início da pandemia.

O arquipélago assinala, também, 72 óbitos associados à doença.

Lusa

Reino Unido vai exigir vacinação a funcionários de lares de idosos

O Governo britânico vai tornar a vacina contra a covid-19 obrigatória para todos os funcionários de lares de idosos em Inglaterra, confirmou esta quarta-feira o secretário de Estado da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock.

Num discurso na Câmara dos Comuns (câmara baixa do Parlamento britânico), Hancock explicou que, embora a "grande maioria" dos trabalhadores do setor dos cuidados sociais tenham sido imunizados quando convocados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), há alguns que ainda não o foram, o que, disse, põe em risco a vida das pessoas que os rodeiam.

"É por isso que vamos insistir em medidas para assegurar a obrigatoriedade [da vacinação] como condição para trabalhar em lares, e vamos também abrir agora um período de consulta para ver se adotamos a mesma abordagem no SNS, para salvar vidas e proteger os doentes", explicou.

Lusa

Internamentos no Reino Unido aumentaram 41% numa semana

O Reino Unido registou nove mortes e 9.055 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo os últimos dados do Governo britânico, que também mostram um aumento de significativo nas hospitalizações.

O quadro de estatísticas atualizadas do Ministério da Saúde mostra que o número de pessoas internadas aumentou 41,4% na semana entre 06 e 12 de junho, uma média de 179 por dia.

Mesmo assim, ainda o número continua bastante abaixo do pico de janeiro, quando a média diária chegou a 4.000 pacientes com covid-19.

Na terça-feira tinham sido notificadas 10 mortes e 7.673 casos.

Nos últimos sete dias, entre 09 e 15 de junho, a média diária foi de nove mortes e 7.888 casos, o que corresponde ao mesmo valor no número de óbitos mas uma subida de 31,8% no número de infeções relativamente aos sete dias anteriores.

Desde dezembro foram inoculadas 42.021.089 pessoas com uma primeira dose de uma vacina contra a covid-19, o que corresponde a 79,8% da população adulta.

Um total de 30.440.373 pessoas, ou 57,8% da população adulta, já receberam também a segunda dose.

Lusa

Itália com 1400 novos casos e menos de 500 nos cuidados intensivos

Itália registou 1400 novos casos de covid-19 e 52 mortos nas últimas 24 horas, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Saúde, enquanto a pressão sobre os hospitais continua a diminuir, com menos de 500 doentes em unidades de Cuidados Intensivos.

Com estes números, Itália soma um total de 4.248.432 casos desde o início da emergência nacional, em fevereiro de 2020, dos quais 127.153 morreram.

Os novos contágios mantêm-se reduzidos, em níveis semelhantes aos de setembro passado, embora ligeiramente superiores às 1.255 infeções notificadas na terça-feira.

Lusa

Incidência em Espanha desce abaixo dos 100 casos por cada 100 mil habitantes

O nível de incidência acumulada baixou esta quarta-feira em Espanha para menos de 100 casos diagnosticados por cada 100.000 habitantes, o número mais baixo desde 12 de agosto de 2020, revelou o Ministério da Saúde espanhol.

Os contágios continuam assim a sua trajetória descendente, passando a incidência acumulada de 101 (terça-feira) para 99 casos diagnosticados por cada 100.000 habitantes.

As comunidades autónomas com os níveis mais elevados são as de Andaluzia (180), La Rioja (172), País Basco (131), Navarra (110), Aragão (99) e Madrid (97).

Lusa

Juiz negacionista entregou esta quarta-feira contestação ao processo disciplinar

O juiz Rui Fonseca e Castro, suspenso de funções por posições negacionistas sobre o uso de máscaras e apelos ao incumprimento das medidas de confinamento em pandemia, entregou esta quarta-feira ao Conselho da Magistratura a contestação ao processo disciplinar.

Fonte oficial do Conselho Superior da Magistratura (CSM) adiantou aos jornalistas que Rui Fonseca e Castro, colocado no tribunal de Odemira, entregou a contestação ao processo disciplinar aberto pelo órgão de disciplina e gestão dos juízes que, antecipadamente, determinou a sua suspensão preventiva cujo prazo é de 180 dias, terminando em setembro.

O inspetor responsável pelo caso justificou, em março, que o juiz ao manifestar publicamente posições negacionistas sobre a pandemia de covid-19 e incentivar o incumprimento de regras nos períodos de confinamento, teve uma conduta que "se mostra prejudicial e incompatível com o prestígio e a dignidade da função judicial".

Lusa

Aprovado prolongamento de apoios às rendas habitacionais e comerciais até fim do ano

A comissão parlamentar de Economia aprovou esta quarta-feira o prolongamento dos apoios às rendas habitacionais e comerciais até ao final deste ano, proposto pelo Bloco de Esquerda (BE), para fazer face às dificuldades causadas pela pandemia.

"Esta manhã, na comissão de Economia, na especialidade da discussão do projeto que propõe um regime de estabilização dos contratos e rendas habitacionais e comerciais, o Bloco de Esquerda viu serem aprovadas as medidas que prolongam os apoios concedidos em 2020 e prolongados nos primeiros meses de 2021, colmatando assim uma falha do Governo em atualizar a lei para fazer face à última vaga de covid-19", informou fonte oficial do partido, em comunicado.

Foi também aprovado que, para a atribuição dos apoios, se tenha em conta que "a não existência de um contrato por escrito não" a impeça, mediante prova de que existe de facto um acordo de arrendamento e que, na inexistência do contrato por escrito, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) comunique a infração ao Ministério Público e à Autoridade Tributária.

Lusa

DGS pondera diminuir tempo entre doses da vacina AstraZeneca

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou hoje que a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a comissão técnica de vacinação ponderam diminuir o tempo entre as doses da vacina AstraZeneca contra a covid-19.

"Essas dúvidas continuam do ponto de vista técnico. Ainda há pouco tempo se falava na possibilidade de alargar o tempo das doses em função daquilo que era a questão da imunidade, portanto, promovia maior imunidade se fossem mais afastadas as doses", argumentou António Sales, em declarações aos jornalistas numa visita a Santa Cruz da Trapa, em São Pedro do Sul.

E acrescentou: "Hoje diz-se o contrário, nomeadamente em relação a uma variante, a variante Delta [associada à Índia], e, por isso, essa é também uma questão técnica que a DGS e a comissão técnica de vacinação estão a ponderar".

De acordo com um estudo publicado na segunda-feira pelas autoridades de saúde britânicas, duas doses das vacinas Pfizer ou AstraZeneca protegem mais de 90% contra hospitalizações em caso de infeção com a variante Delta do novo coronavírus, associada à Índia e potencialmente mais contagiosa.

Lusa

3 824 885 mortes desde o início da pandemia

A pandemia do novo coronavírus fez pelo menos 3.824.885 mortos em todo o mundo desde que a doença foi detetada na China em finais de dezembro de 2019, de acordo com o balanço da France-Presse.

Mais de 176.566.650 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Estes valores têm como base os balanços comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias dos vários países, mas excluem as revisões realizadas posteriormente por alguns organismos.

De acordo com o relatório epidemiológico semanal da Organização Mundial de Saúde (OMS), as infeções globais por covid-19 caíram 12% na última semana, com mais de 2,6 milhões de novos casos, a menor incidência semanal registada desde fevereiro.

Todas as regiões baixaram em número de casos, exceto África, que registou um aumento de 44% nos últimos sete dias, assim como um aumento de 20% no número de mortes.

A OMS estima, tendo em conta a mortalidade direta ou indireta relacionada com a covid-19, que o balanço da pandemia pode ser duas ou três vezes mais elevado do que é oficialmente recenseado.

Uma parte relevante dos casos menos graves ou assintomáticos continua por detetar, apesar de os meios de despistagem terem sido incrementados em muitos países em todo o mundo.

Segundo o balanço da AFP, na terça-feira morreram 10.607 pessoas por SARS CoV-2 e contabilizaram-se 374.411 casos, a nível global.

Os países que registaram mais mortes por covid-19 nos últimos balanços foram a Índia com 2.542 óbitos, o Brasil (2.468) e a Colômbia (599).

Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em número de mortos como no número de infeções, com 600.285 óbitos e 33.486.101 infeções, de acordo com a contagem da universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos pela doença são o Brasil com 490.696 mortos e 17.533.221 casos, Índia com 379.573 óbitos (29.633.105 casos), o México com 230.428 mortos (2.459.601 infeções) e o Peru com 189.261 mortos (2.007.477 casos).

Entre os países mais duramente atingidos, o Peru é o que lamenta o maior número de mortos tendo em conta a população, com 574 mortos por 100 mil habitantes, seguido pela Hungria (310), a Bósnia (291), a República Checa (283) e a Macedónia do Norte (263).

A América Latina e as Caraíbas totalizam 1.227.666 mortos e 35.290.967 casos, a Europa com 1.153.484 mortos (53.705.882 casos), os Estados Unidos e o Canadá com 626.247 mortos (34.889.794 casos), a Ásia com 544.061 mortos (38.590.188 casos), o Médio Oriente com 146.799 mortos (8.957.414 infetados), África com 135.520 mortos (5.081.711 casos) e a Oceânia com 1.108 mortos (50.703 casos).

"É um dever de quem organiza [eventos] promover essas testagens", diz Lacerda Sales

O secretário de Estado referiu que a testagem "é recomendativa em muitos setores: nas escolas, na administração pública e noutros setores".

"Diria que" a testagem "é um dever", afirmou o secretário de Estado Adjunto da Saúde, Lacerda Sales, referindo-se, por exemplo a eventos como casamentos e batizados.

"É um dever de quem organiza promover essas testagens", afirmou.

"As principais entidades fiscalizadoras são os próprios promotores"

Questionado sobre se nos eventos culturais a responsabilidade de testagem é dos promotores, Lacerda Sales respondeu que também está normatizado que os custos dos testes vão ser suportados pelo público.

"Está também normatizado que serão imputados esses custos ao público", disse o secretário de Estado.

Lacerda Sales salientou que os promotores têm sido importantes na colaboração com o governo e que também são "responsáveis", "são agentes de saúde pública".

"As pessoas quando vão a um evento têm de ser testadas e o promotor deve impedir a pessoa de participar no evento se não estiver testada. Por isso é que é uma entidade fiscalizadora, por isso é que é a corresponsabilidade do promotor".

"Normas da DGS são fortemente recomendativas", diz secretário de Estado sobre a orientação para realização de testes

"As normas da DGS são sempre fortemente recomendativas", disse esta quarta-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, questionado sobre o facto de ser ou não obrigatório a recomendação da DGS sobre a realização de testes em eventos familiares, culturais e desportivos, com base no número de participantes, que foi estipulado numa norma atualizada na terça-feira.

Disse que à DGS compete efetuar as normas, "é um trabalho técnico".

Aos jornalistas, em São Pedro do Sul, afirmou que é fundamental a testagem em determinados setores. "Não é só na região de Lisboa. É em todo o país".

Número de contágios na Alemanha continua a baixar

Os contágios por covid-19 continuam a baixar na Alemanha sendo que só três distritos, de um total de 412, ultrapassam os 50 infetados ao mesmo tempo que aumenta o número de pessoas vacinadas contra a doença.

De acordo com as autoridades sanitárias morreram 137 pessoas de covid-19 nas últimas 24 horas, face a 107 na semana passada, enquanto se registaram na terça-feira 1455 casos positivos.

Na Alemanha, já receberam as duas doses da vacina 22.302.188 pessoas (26,8% da população) e 40.475.199 (48,7%) a primeira dose.

Lusa

Certificados são gratuitos e podem ser consultados no portal SNS24 ou enviados por email

Os certificados digitais covid-19, que devem começar a ser emitidos em Portugal esta semana, são gratuitos, emitidos em formato digital e podem ser consultados no portal do SNS 24, na aplicação móvel do SNS ou enviados por email ao titular.

Segundo a orientação publicada na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), os certificados podem ser usados em todos os estados-membros, bem como na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

O certificado covid-19 digital da UE, que comprova a testagem (negativa), a vacinação ou a recuperação da covid-19, "ficará igualmente aberto a iniciativas equiparáveis que estejam a ser desenvolvidas por países terceiros ou organizações internacionais", refere a DGS. Lusa

Ursula Von der Leyen viaja para Lisboa já com novo certificado digital covid-19

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaja hoje de manhã para Portugal já com o novo certificado digital covid-19 da UE, admitindo estar "curiosa para ver como funciona" este documento que visa facilitar o regresso à livre-circulação.

Pouco antes de embarcar rumo a Lisboa, onde vai anunciar formalmente a aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal -- primeira etapa de um périplo europeu que a levará a cinco capitais esta semana para anunciar a validação dos respetivos planos nacionais -, Von der Leyen fez uma curta declaração à imprensa, na sede da Comissão, em Bruxelas, para exibir o novo certificado, operacional desde hoje na Bélgica.

"Antes da Páscoa, prometemos aos europeus que faríamos todos os possíveis para que pudessem ganhar alguma normalidade ao planear as merecidas férias de verão. Na passada segunda-feira, o Parlamento Europeu e o Conselho [da UE] assinaram o regulamento do certificado digital covid-19 da UE. É aplicável a partir de 01 de julho, mas cada Estado-membro pode antecipar voluntariamente a sua aplicação, e foi isso que fez a Bélgica", começou por afirmar.

"A Bélgica autoriza desde hoje viajar com o certificado e já o emitem. E aqui está o meu", disse, exibindo então para as câmaras o certificado com o código QR descarregado no seu telemóvel.

Von der Leyen lembrou que, "todos os que já estão integralmente vacinados, ou testaram negativo ou recuperaram da covid-19 podem ter um" certificado, sendo que, neste momento, 15 Estados-membros que já o utilizam, "e a partir de 01 de julho todos os 27 Estados-membros têm de aplicar estes certificados".

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Governo do Brasil nega que seja necessário vacinar professores para retomar aulas

O ministro da Saúde brasileiro afirmou na terça-feira que não considera necessário que os professores sejam vacinados contra a covid-19 para que sejam retomadas as aulas presenciais, ainda suspensas em muitos cidades do país.

"Vamos estudar a questão do retorno às aulas. Não é necessário que os professores estejam completamente imunizados", porque "é possível voltar com segurança, através de um plano de testes", declarou o ministro, Marcelo Queiroga.

Em muitas cidades do Brasil, que totaliza 490 696 mortes e 17,5 milhões de infeções, e que, segundo especialistas, se aproxima de uma nova vaga da pandemia, as aulas são realizadas de forma virtual nos ensinos primário, secundário e superior desde meados do ano passado.

Embora os professores desses três níveis tenham sido incluídos entre os grupos prioritários do Programa Nacional de Imunização, o processo avança lentamente no Brasil, que desde janeiro passado aplicou as duas doses necessárias das vacinas a pouco mais de 11% de seus 212 milhões de habitantes.

Segundo Queiroga, o provável regresso às aulas presenciais em todo o país será discutido por um comité de combate à pandemia, formada pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e autoridades da Câmara dos Deputados e do Senado.

Lusa

Pandemia na Venezuela atinge ponto mais alto, previsão é para aumentar

O infecciologista venezuelano Júlio Castro, instou terça-feira a população da Venezuela a que mantenha e reforce as medidas preventivas da covid-19, alertando que a pandemia está "no ponto mais alto".

"Estamos em um pico alto e sustentado. A notícia não é boa e [o pico] não vai cair", disse o médico especialista aos jornalistas.

Júlio Castro, que também é assessor da oposição para a área da saúde, alertou que há clínicas venezuelanas sem material para fazer os testes PCR.

Por outro lado, alertou que se registaram casos em que as pessoas foram infetadas nas filas para serem vacinadas contra a covid-19, que diz estarem a decorrer de maneira desordenada no país.

"Podemos passar de uma segunda para uma terceira onda, porque ao ter poucas pessoas vacinadas, há incentivos naturais para aumentar a transmissão e [para que] a pandemia cresça. Isso é o que provavelmente vai passar na Venezuela, no segundo semestre do ano", disse o médico.

O apelo do médico teve lugar no mesmo dia em que a Monitor Saúde (organização que reúne profissionais da saúde) alertou que os centros de saúde de vários estados venezuelanos estão colapsando.

"Queremos advertir que os casos da covid-19 estão a aumentar. A curva parece acelerar-se e alguns estados do país começam a apresentar um colapso nos centros de saúde", alertou, através da rede social Twitter

EUA registam 302 mortos e 13 043 casos num dia

Os Estados Unidos registaram 302 mortos por covid-19 e 13 043 casos em 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

O país contabiliza 33 485 414 infetados e 600 263 óbitos desde o início da pandemia.

O balanço provisório de mortes excede em muito as estimativas iniciais da Casa Branca, que projetava, no melhor dos casos, entre 100 000 e 240 000 óbitos devido à pandemia.

Lusa

Índia regista 2542 mortos e 62 224 casos em 24 horas

A Índia registou 2542 mortes causadas pela covid-19 e 62 224 casos em 24 horas, indicam dados oficias divulgados esta quarta-feira.

Desde o início da pandemia, o país contabilizou um total de 379 573 óbitos e quase 30 milhões de infetados.

A Índia está a reabrir os monumentos ao público, entre eles o Taj Mahal, à medida que o número de infetados e de mortos continua a diminuir. Em abril, o país chegou a registar mais de 400 óbitos diários.

Lusa

Testes recomendados em casamentos e batizados, eventos desportivos e empresas

Os testes à covid-19 passam a ser recomendados em eventos familiares com mais de dez pessoas, como casamentos e batizados, eventos culturais e desportivos, serviços públicos e empresas, segundo a Direção Geral da Saúde (DGS).

A norma, referente à Estratégia Nacional de Testes para a SARS-CoV-2, atualizada na terça-feira pela DGS, recomenda "a realização de rastreios laboratoriais em eventos familiares, designadamente casamentos e batizados, bem como quaisquer outras celebrações similares, com reunião de pessoas fora do agregado familiar, aos profissionais e participantes sempre que o número de participantes seja superior a dez".

Também em eventos de natureza cultural ou desportiva, a testagem é recomendada "sempre que o número de participantes/espectadores seja superior a mil, em ambiente aberto, ou superior a 500, em ambiente fechado".

Já em contexto laboral, nos locais de maior risco de transmissão, como as explorações agrícolas e o setor da construção, aconselha-se a testagem com uma periodicidade de 14/14 dias, pode ler-se na norma da DGS.

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Nova Iorque atinge 70% de vacinação e regressa à normalidade

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, anunciou que 70% dos adultos do Estado norte-americano já receberam pelo menos uma dose de uma vacina contra o coronavírus, permitindo um regresso à normalidade.

"O que significa 70%? Significa que agora podemos voltar à vida como a conhecemos", disse Cuomo a numa cerimónia no World Trade Center, em Manhattan, citado pela AP.

Com efeito imediato, adiantou, o Estado irá suspender as regras que exigiam que muitos tipos de empresas seguissem protocolos de limpeza, medissem a temperatura das pessoas ou examinassem sintomas recentes de covid-19.

Os cinemas não terão de deixar assentos vazios entre os espetadores e os restaurantes não serão forçados a guardar pelo menos 2 metros de distância entre clientes.

Também as lojas não terão que limitar o número de clientes que admitem.

Nova Iorque já havia permitido que as empresas parassem de impor o distanciamento social e o uso de máscara a clientes vacinados.

Os nova-iorquinos, por enquanto, continuarão a ter que usar máscaras em escolas, metropolitano, grandes recintos desportivos, centros de acolhimento de sem-abrigo, hospitais, asilos, cadeias e prisões.

Os não vacinados estarão ainda sujeitos ao uso de máscara, enquanto estiverem em locais públicos.

Lusa

China soma 21 novos casos, todos oriundos do exterior

A Comissão de Saúde da China anunciou esta quarta-feira que foram diagnosticados 21 casos do novo coronavírus, nas últimas 24 horas, todos oriundos do exterior.

As autoridades não relataram nenhum novo caso local na província de Guangdong, que registou um surto que resultou em mais de uma centena de infeções desde 21 de maio.

Os 21 casos foram detetados em viajantes oriundos do exterior na cidade de Xangai (leste) e nas províncias de Sichuan (centro), Jiangsu (leste) e Guangdong (sudeste).

As autoridades de saúde também informaram sobre a deteção de 36 novas infeções assintomáticas, todas importadas, embora Pequim não as inclua como casos confirmados, a menos que manifestem sintomas.

A Comissão Nacional de Saúde detalhou que, até à última meia-noite local, 17 pacientes tiveram alta, após superarem com sucesso a doença. O número total de infetados ativos na China continental fixou-se assim em 487, entre os quais 14 encontram-se em estado grave.

Lusa

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