888 novos casos de covid-19 e cinco mortes nas últimas 24 horas

Estão 318 pessoas internadas devido à covid-19, segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde.

DN
Unidade de cuidados intensivos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos© Artur Machado / Global Imagens

Relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que, em 24 horas, ​​​​​​foram confirmados 888 novos casos de covid-19 em Portugal. Há também a registar cinco mortes devido à infeção por SARS-CoV-2, indica o boletim epidemiológico desta quinta-feira (28 de outubro).

No que se refere à situação nos hospitais portugueses, os dados dão conta de 318 pessoas internadas devido à doença, ou seja mais duas que no dia anterior. Estão ainda 60 doentes estão em unidades de cuidados intensivos, menos um que no relatório divulgado na quarta-feira.

Tendo em conta as várias regiões do país, constata-se que Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 370 novas infeções, tendo ainda declarado dois mortos, sendo que os restantes óbitos foram verificados na região Centro (2) e no Alentejo (1).

O Norte contabilizou nas últimas 24 horas 221 novos casos de covid-19, o Centro registou 176, o Algarve reportou 51, enquanto no Alentejo foram 35. Nas regiões autónomas, a Madeira contabilizou 22 casos e os Açores ficou pelos 13.

Neste momento, Portugal contabiliza 31 455 casos ativos, sendo que nas últimas 24 horas foram registados 212.

Antes da atualização dos dados da pandemia em Portugal, a DGS atualizou a norma sobre o acesso e funcionamento das creches, creches familiares e amas, em contexto de pandemia de covid-19, voltando a permitir aos pais e encarregados de educação a entrada nos estabelecimentos.

Na atualização da norma 25/2020, a autoridade nacional de saúde sublinha que "no acesso às instalações do encarregado de educação ou pessoa por ele designado na entrega/receção da criança ou de outras pessoas devidamente habilitadas (ex. fornecedores de bens e serviços), deverá respeitar-se o distanciamento físico, evitar-se aglomerados e está recomendada a utilização de máscara facial".

Com esta atualização, deixa de existir a referência às orientações sobre a organização da sala de atividades e a partilha de objetos e brinquedos. Aliás, desaparece a recomendação para que as crianças não levem brinquedos ou outros objetos de casa para as creches.

No documento, a DGS recomenda que haja "um número de crianças por sala de forma que, na maior parte das atividades, seja maximizado o distanciamento entre as mesmas, sem comprometer o normal funcionamento das atividades lúdico-pedagógicas".

É recomendado que "deve ser maximizado o distanciamento físico entre as crianças quando estão em mesas, berços e/ou espreguiçadeiras", sendo que as crianças e funcionários devem ser organizados "em salas fixas", ou seja, que "a cada funcionário deve corresponder apenas um grupo".

Se EMA aprovar remédio contra a covid-19, já há 10 milhões de doses para entrarem no mercado

Já no que se refere ao desenvolvimento da ciência no combate à pandemia, o laboratório MSD pediu nesta terça-feira à Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglesa) uma avaliação de autorização de entrada no mercado de um remédio - molnupiravir - para combater a covid-19, depois de ter feito o mesmo junto das autoridades internacionais do medicamento dos EUA, do Reino Unido e da Suíça.

Se tudo correr bem - ou seja, se a autorização for dada -, como espera a diretora médica do MSD em Portugal, o laboratório já tem prontas "10 milhões de doses para rapidamente responder aos pedidos do mercado, estando já a trabalhar para a produção de 2022".

Mas, e como sublinhou ao DN Paula Martins de Jesus, uma vez que "a acessibilidade equitativa é fundamental para o ADN da nossa empresa, também já estamos a trabalhar em parceria com empresas de genéricos para que estas, através de acordos de licenciamento, possam produzir o medicamento e distribuí-lo aos países de baixos rendimentos".

Paula Martins de Jesus garante que os resultados alcançados "são robustos e seguros", demonstrando "uma baixa hospitalização e mortalidade em doentes com doença moderada e ligeira", mas com fatores de risco que podem levar ao agravamento da doença, como maiores de 60 anos, doença oncológica ativa, obesidade, insuficiência renal crónica, diabetes, etc.