Associações ofereceram caderneta de cromos gigante ao Governo

Zero e FAPAS criticam atraso na revisão da legislação que regula espécies exóticas invasoras

Estão lá o chorão, um eficaz invasor de dunas e falésias, o siluro, um tipo de peixe-gato gigante que abocanha tudo quanto é peixe de rio, ou a tartaruga-da-Flórida, que já ocupa demasiado espaço em águas fluviais e albufeiras do País. Mas estes são apenas três dos "cromos" que figuram na enorme caderneta que a secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, recebeu hoje de presente, das associações ambientalistas Zero e FAPAS.

Foi uma ação simbólica, para chamar a atenção para o atraso na atualização da legislação nacional que regula a reprodução, comercialização, transporte e introdução de espécies exóticas em território nacional, com efeitos negativos no seu controlo dessas espécies.

Publicada em 1999, a legislação nacional nesta área carece de revisão e atualização, o que ainda não aconteceu. Entretanto, as exóticas invasoras proliferam, com impactos graves na biodiversidade e na degradação dos ecossistemas.

Segundo dados de 2009, os mais recentes disponíveis, 40% das espécies que ocorrem em Portugal "são exóticas invasoras ou comportam um risco ecológico conhecido", explicam os ambientalistas em comunicado, no qual defendem também a criação de um Plano Nacional de Prevenção e Controlo de Espécies Exóticas Invasoras e a promoção de uma campanha junto dos cidadãos que alerte "para os problemas causados pela introdução ilegal de espécies exóticas invasoras na natureza".

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