Algumas das grandes empresas são clientes da PSG

A empresa que fazia a segurança da Urban Beach tem entre os seus clientes algumas das maiores empresas e eventos do país, como a Mota Engil e a Tecnovia ou a Ovibeja e a Fundação Inatel

A PSG, empresa que contratou os seguranças que fazem a vigilância na discoteca Urban Beach, não está apenas ligada à noite, como algumas firmas que já estiveram na mira da Polícia Judiciária e da PSP. De facto, numa consulta à página de internet desta firma, constata-se que tem, entre os seus clientes, algumas das maiores empresas e eventos do país. No setor da construção civil tem a Mota Engil,a Tecnovia e a Teixeira Duarte, por exemplo, mas está também no setor da banca com o BPI , e garante ainda a segurança da Fundação Inatel, da cadeia de supermercados Intermarché, da cadeia hoteleira Ibis, dos CTT, da Sociedade Portuguesa de Autores bem como da feira Ovibeja. Áreas diversas e que nada têm a ver com a animação noturna.

Segundo uma informação avançada no dia 3 pela revista Sábado, a empresa de segurança da Urban Beach já ganhou quase quatro milhões de euros em contratos com o Estado. Desde 2009, de acordo com os dados do portal Base, que vários municípios e empresas públicas em todo o país solicitaram os serviços da PSG, quer por ajuste direto, quer através de concursos públicos. Quatro dos municípios que contraram os serviços da empresa foram Beja (para a Ovibeja), Portimão, Crato (para o Festival do Crato) e Lagoa.

Logo a seguir à divulgação do vídeo em que se vê os seguranças da PSG a agredirem dois jovens na madrugada de 1 de novembro, a empresa de segurança privada emitiu um comunicado. Nesse texto, a PSG - Segurança Privada, S.A. disse que teve conhecimento do caso através das imagens divulgadas nas redes sociais e em órgãos de comunicação social e garantiu que "os responsáveis serão punidos de forma exemplar, de acordo com a gravidade do comportamento". O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou a fiscalização da empresa de segurança pela PSP, depois dos incidentes.

O Governo admite, aliás, mudanças à lei da segurança privada, o que poderá acontecer depois de uma reunião do ministro com o Conselho de Segurança Privada, que congrega as várias forças.

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