Administração da ULS alega que uma das razões da saída é a gestão da obra do novo hospital.
Administração da ULS alega que uma das razões da saída é a gestão da obra do novo hospital.

Administração da ULS do Alentejo Central apresentou demissão à ministra da Saúde

Decisão foi oficializada na página da Unidade Local de Saúde ao final da tarde de quarta-feira. Segundo a nota da administração na página oficial, uma das razões é a gestão da obra do novo hospital.
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O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) apresentou esta quarta-feira a sua demissão à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e aos ministro de Estado e das Finanças. Isto mesmo é anunciado pelo próprio CA na página oficial da ULSAC.

"O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, EPE (ULSAC), faz saber que, hoje, dia 26 de fevereiro de 2025, apresentou a sua demissão à Exma. Sra. Ministra da Saúde e ao Exmo. Sr. Ministro de Estado e das Finanças", pode ler-se.

Segundo a mesma nota, o CA da ULS do Alentejo Central, liderado por Vítor Fialho, informa que uma das razões que levou à renuncia dos cargos tem a ver com a forma como a secretária de Estado da Gestão da Saúde, Crsitina André, está a fazer da obra para o novo hospital da região. "A renúncia aos cargos foi motivada, entre outras razões, pelo facto de o Conselho de Administração não se rever na instrução contida no Despacho n.º 2152/2025, de 17 de fevereiro, da Exma. Sra. Secretária de Estado da Gestão da Saúde relativa à gestão da obra do Novo Hospital Central do Alentejo (NHCA)", refere.

Administração da ULS alega que uma das razões da saída é a gestão da obra do novo hospital.
Hospital de Évora terá negado socorro a homem que se sentiu mal em frente às urgências

O DN sabe ainda que esta saída é também marcada pela pressão que causou o episódio do dia 18 de fevereiro em que um homem se sentiu mal à frente do Serviço de Urgência do Hospital de Évora, e a quem terá sido recusado socorro, por não ter ligado antes para a Linha SNS24.

Segundo foi noticiado na altura, terá sido dito a quem pedia socorro por ele que ligasse primeiro para o SNS24, porque o hospital tinha aderido ao projeto Ligue Antes, Salve Vidas.

O hospital abriu um inquérito interno para averiguar a situação e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) também já está a investigar o caso.

Recorde-se que, entre exonerações feitas pela própria ministra e demissões de administrações, já vão em 12 as mudanças nas Unidades Locais de Saúde, desde que este Gocerno tomou posse.

Notícia corrigida dia 27 às 23.31 por, e ao contrário do que inicialmente foi referido, o homem a quem terá sido negado socorro imediato, não morreu. A ULS do Alentejo não acionou o projeto Ligue Antes, Salve Vidas e não instaurou um processo interno à situação. Aos visados e aos leitores o DN pede desculpa por este facto.

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