Mau tempo: 115 mil apólices de seguro já foram acionadas
MIGUEL A. LOPES/LUSA

Mau tempo: 115 mil apólices de seguro já foram acionadas

Segundo a Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro, com a Associação Portuguesa de Seguradores estabeleceu-se que, “85% são particulares, 15% serão empresas”.
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Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse esta quarta-feira, 18 de fevereiro, o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.

“Estamos, neste momento, hoje de manhã, com 115 mil apólices que foram acionadas. Estamos com mais de duas mil apólices acionadas por dia, o que é um número brutal”, afirmou Paulo Fernandes aos jornalistas, em Leiria, num ponto de situação sobre os prejuízos e os trabalhos em curso para a recuperação.

Segundo Paulo Fernandes, com a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) estabeleceu-se que, “dentro do que foram as amostragens, 85% são particulares, 15% serão empresas”.

“Dessas 115 mil, cerca de 10% já tiveram resposta por parte das apólices de seguros, ou seja, há cerca de 15 mil em que os processos estão terminados e com valores já pagos aos afetados, sendo que, desses 15 mil, mais de duas mil foram já através de modelos de estimativa”, esclareceu o responsável da Estrutura de Missão.

Referindo que, “apesar das seguradoras terem concentrado” o máximo de peritos nacionais neste território, o coordenador referiu que, com “duas mil apólices por dia a serem acionadas, este é um processo muito difícil”.

“Pedimos para, dentro do que são os modelos obviamente de risco, mas modelos que trouxessem alguma segurança, pudessem por estimativa começarem a fazer adiantamentos quer às empresas, quer às pessoas, de forma a introduzir o mais depressa possível capacidade de regeneração também na tesouraria financeira às pessoas”, declarou.

O coordenador garantiu que “várias companhias já estão a fazer adiantamentos até 50% de alguns processos por estimativa, o que acelera o dinheiro a chegar aos lesados”.

“Foi algo que temos conversado praticamente dia sim dia não” com a associação, declarou, considerando este “um bom princípio que não põe em causa aquilo que é a clareza do processo e a sua segurança, mas acelera, de facto, a chegada desse valor às pessoas”, adiantou.

No dia 14, a APS avançou ter participados mais de 100 mil sinistros, metade dos quais comunicados na última semana.

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Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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