Relatório diz que Zara encara clientes negros como potenciais ladrões

Mais uma polémica a envolver a Zara. Desta vez nos Estados Unidos, por causa de um relatório realizado pelo The <a href="https://www.forbes.com/companies/popular/" target="_blank">Center for Popular Democracy</a>, citado pela <a href="https://www.forbes.com/sites/clareoconnor/2015/06/22/fashion-chain-zara-profiles-black-shoppers-as-potential-thieves-workers-allege-in-report/" target="_blank">revista Forbes</a> e que diz que a Zara considera os clientes negros mais propensos para serem ladrões.
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O estudo "Zara USA"s Corporate Culture of Favoritism" questionou 251 dos cerca de 1.500 trabalhadores das lojas Zara em Manhattan, Nova Iorque, chamando este grupo de "amostra aleatória." Terá sido daqui que saiu uma das conclusões mais chocantes: que os clientes negros são encarados como mais propensos para roubar.

O relatório descreve a prática na Zara: os clientes negros e suspeitos ladrões são chamados de "pedidos especiais", o que configura discriminação racial. "A maioria dos funcionários define, de forma ampla, o conceito de 'encomenda especial' como um código que é usado quando surge alguém suspeito" - "um ladrão que entra na loja", diz o estudo. "Uma vez feito um 'pedido especial' através do auricular entre funcionários, estes e os gerentes seguem esse cliente", acrescenta o documento.

No entanto, 43% dos trabalhadores da Zara analisados não responde a perguntas referentes a "pedidos especiais" ou dizem que não estavam familiarizados com o termo. No entanto, dos 57% que não respondeu, 46% afirma que os clientes negros eram chamados de "pedidos especiais" "sempre" ou "muitas vezes", em comparação com 14% dos clientes latinos e 7% de brancos.

O mesmo relatório diz que a maioria dos funcionários acredita que os clientes negros estão codificados como potenciais ladrões numa taxa superior ao dos clientes brancos. "Os funcionários afirmaram que os 'pedidos especiais' são identificados pela forma de vestir diferente, sendo "principalmente africano-americanos.

Mas o The Center for Popular Democracy acrescenta que a discriminação racial no sector do retalhos não é nova. É uma situação que persiste apesar dos números do FBI revelarem que os brancos representam 68% das prisões de adultos por furto e roubo, diz também o relatório, citando dados do FBI.

Mas o relatório detetou também sentimento de discriminação racial dentro do universo das lojas zara nos EUA. Por exemplo, os empregados negros estão duas vezes mais insatisfeitos com as suas horas de trabalho do que os funcionários brancos. Ou ainda, os funcionários de pele mais escura relatam que eles são menos propensos a serem promovidos.

A Zara EUA, citada pela Forbes, reagiu dizendo que "refuta com veemência as conclusões do relatório do The Center for Popular Democracy, que foi publicado sem qualquer tentativa de contato com a empresa. O relatório é infundado, foi preparado com segundas intenções e não por causa de qualquer tipo de discriminação ou maus-tratos reais. Ele faz afirmações que não podem ser suportados e não refletem a força de trabalho diversificada da Zara".

Destacando que cerca de metade dos funcionários da Zara EUA são hispânicos ou afro-americanos, a Zara EUA aproveita para esclarecer que "na mais recente ronda de promoções internas na Zara EUA, cerca de metade dos promovidos foram hispânicos ou afro-americanos."

Além disso, acrescenta a marca do grupo espanhol Inditex, "cerca de metade de todas as horas são regularmente atribuídas aos empregados hispânicos ou afro-americanos. Estes factos demonstram claramente que a diversidade e a igualdade de oportunidades são dois dos valores centrais da empresa. Somos uma empresa multicultural global que serve clientes avaliados em 88 países, e não tolera qualquer forma de discriminação ".

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