Unidade anti-terrorista duplica operacionais

Uma estrutura permanente vai coordenar a estratégia de combate ao terrorismo

Nove representantes das polícias e serviços de informações vão reforçar a Unidade de Coordenação Antiterrorista (UCAT), formando uma estrutura de caráter permanente presidida pela secretária-geral do do Sistema de Segurança Interna (SSI). Estes nove peritos, do SSI, do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), do Serviço de Informações de Segurança (SIED), do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), da PJ, da PSP, da GNR, do SEF e da Polícia Marítima, junta-se aos operacionais destes nove organismos que já se reuniam semanalmente para trocar informações. Passam assim a ser 18 os elementos especializados dedicados à análise do terrorismo no SSI.

De acordo com o regulamento da UCAT aprovada em Conselho de Ministros esta quinta-feira, esta designada "equipa técnica" vai contribuir para "assegurar e incrementar a partilha de informações; garantir de desenvolver a coordenação dos planos e das ações previstas na Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo; assegurar, no plano de cooperação internacional, a articulação e a coordenação relativa à rede de pontos de contacto para as diversas áreas de intervenção em matéria de terrorismo". Esta "equipa técnica", sabe o DN, só será destacada em permanência, 24 horas dia/7 dias por semana, em situações de crise. Um dos problemas que se colocava com a sua manutenção ininterrupta era a necessidade de recrutar entre quatro a cinco pessoas de cada serviço para poderem ser garantidos todos os turnos.

"Com este decreto regulamentar o que se visa é reforçar o apoio operacional a esta estrutura, que já existe, funciona e congrega todas as forças e serviços de segurança", disse a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

"A UCAT existia já informalmente, trabalhava na partilha de informação, mas neste momento aquilo que se pretende é institucionalizar e dar corpo a uma estrutura, que prossiga essa atividade, mas de modo permanente, reforçado e com outro nível de capacitação, não só ao nível da recolha e da partilha de informação, como também ao nível do acompanhamento de execução dos vários planos que existem em matéria de combate ao terrorismo", acrescentou a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem.

A governante sublinhou que este reforço não tem a ver com estar em causa "um eventual ataque terrorista específico a Portugal", entrando depois em contradição com o Diretor do SIS que quinta-feira confirmou ao DN ter sido identificada uma ameaça do daesh contra Portugal. Van Dunem disse não haver "indicação de que haja ameaça".

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