Terrorismo online: Portugal participa em operação da Europol

A PJ integra a Internal Referral Unit da Eurpol, que referencia sites que fazem apologia do terrorismo, para que sejam retirados da internet

Inspetores da Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNTC) da PJ juntaram-se, na sede da Europol, às equipas congéneres da Bélgica, Grécia, Polónia e Estados Unidos, para participar numa operação conjunta para detetar e referenciar conteúdos de propaganda terrorista online. A operação foi direcionada para o material do estado islâmico, da Al-Qaeda e seus afiliados. Não foram detetados materiais com origem em Portugal, nem em língua portuguesa, garantiu ao DN fonte autorizada da PJ.

A PJ é a polícia portuguesa que integra a Internal Referral Unit (IRU), responsável pela monitorização destes materiais para que sejam retirados da internet, com a colaboração dos operadores das plataformas. Um comunicado da Europol salienta que a equipa internacional detetou, em 48 horas de duração da operação, 2068 conteúdos, em 52 plataformas da internet, em seis línguas. Não foi divulgado quais, mas o português não estava entre elas.

Entre os itens identificados constam vídeos de propaganda, publicações e manifestações várias de apoio ao terrorismo e extremismo. A operação identificou ainda uma nova plataforma aparentemente "montada" pelos próprios terroristas para difundirem a sua propaganda e financiarem as respetivas atividades.

Em Portugal esta monitorização online é feita por várias entidades, com o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e a PJ à cabeça. Fonte que acompanha este controlo disse ao DN que os analistas destas entidades já detetaram alguns casos e que os reportaram à Europol, mas nenhum com origem em servidores nacionais ou em língua portuguesa. A GNR tem também uma Unidade de Cibersegurança, que inclui este alvo de monitorização, mas não são conhecidos resultados. Outra entidade a fazer este controlo da apologia do terrorismo online, é a Fundação para a Computação Científica Nacional, com o projeto "Internet Segura". Pedro Marques, um dos responsáveis, disse ao DN que, desde "nunca foram detetados" esse género de conteúdos.

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