Sintra vai ter hospital privado a partir do próximo ano

Abertura será faseada até 2020, altura em que deverá estar a funcionar em pleno. Nova unidade irá criar 345 postos de trabalho

Sintra vai ter um hospital privado que vai criar 345 postos de trabalho diretos, entre médicos, enfermeiros, assistentes operacionais, administrativos e outros técnicos. O hospital Cuf Sintra tem abertura prevista no primeiro semestre do próximo ano, mas só estará a funcionar em pleno em 2020. O investimento do grupo José Mello Saúde está estimado em 30 milhões de euros. A apresentação do projeto é feita hoje, uma semana depois do anúncio oficial da construção do hospital de proximidade de Sintra, unidade pública que vai funcionar em coordenação com o Amadora-Sintra.

O novo hospital Cuf Sintra vai substituir a clínica que o grupo privado já tem no concelho desde 2014. Será construído em Mem Martins e irá ter uma área superior a 12 mil metros quadrados. Terá capacidade para 40 gabinetes de consulta, 15 salas de exames, seis gabinetes de atendimento permanente (geral e pediátrico), três salas de bloco operatório e hospital de dia. Contará ainda com 30 quartos de internamento e uma unidade de cuidados intermédios.

"O alargamento da oferta em Sintra enquadra-se na estratégia de desenvolvimento e expansão da rede CUF, que prevê uma crescente proximidade das populações, disponibilizando-lhes o acesso a cuidados de saúde de excelência com mais de 70 anos de experiência", disse Salvador de Mello, presidente do Conselho de Administração da José de Mello Saúde, acrescentando que representa "um grande investimento neste concelho, com a criação de mais de 345 empregos diretos".

A abertura da unidade será faseada. De acordo com o grupo privado, no primeiro semestre do próximo ano estarão a funcionar o atendimento permanente, as consultas, imagiologia. Ainda no próximo ano o hospital terá a funcionar as cirurgias de ambulatório e os exames especiais. Em 2020, o processo fica completo com a abertura do bloco de cirurgias convencionais, internamento, hospital de dia e cuidados intermédios.

Procura justifica projeto

A apresentação do projeto vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, que há uma semana assinou um protocolo com os ministérios da Saúde e das Finanças para a construção do novo hospital de proximidade de Sintra. Uma unidade pública, na qual a autarquia irá investir cerca de 30 milhões de euros para pagar a totalidade da construção, que funcionará em ligação direta com o hospital Amadora-Sintra. A construção de um novo hospital é uma reivindicação antiga da população do concelho.

A unidade pública deverá estar concluída em 2021, um ano depois da data prevista pelo grupo José de Mello Saúde para o funcionamento pleno do hospital privado. Questionado sobre o facto de anunciarem agora a construção de um hospital em Sintra, quando a clínica do grupo existe desde 2014 e numa altura em que o governo e a autarquia formalizaram a construção de um hospital público para a mesma região, fonte do grupo José Mello Saúde afirmou que se tratou de "uma coincidência o anúncio ter sido feito na mesma altura". "O investimento para a construção do hospital está previsto há cerca de um ano", adiantou a mesma fonte do grupo.

A construção do novo hospital CUF Sintra responde a um crescimento de 40 por cento ao ano da procura da Clínica CUF Sintra. "O futuro hospital CUF Sintra responde a uma procura crescente por parte dos nossos clientes", destaca Salvador de Mello. "Vai ser o oitavo hospital da CUF, para além das oito clínicas, um instituto e dois hospitais em parceria público-privada. Em Sintra vamos criar 345 postos de trabalho, dos quais 200 são médicos, que acrescem aos mais de 8 mil colaboradores do grupo."

A José de Mello Saúde estima um volume de negócios de 35 milhões de euros, quando o novo hospital entrar em velocidade de cruzeiro. "O hospital CUF Sintra faz parte de uma estratégia global da José de Mello Saúde que assenta na ambição de fortalecer e expandir a rede CUF neste quadro macroeconómico muito exigente em que vivemos. A nossa expansão resulta de uma aposta clara na diferenciação da oferta, por via de grandes hospitais que incluem a subespecialização em áreas de referência, e a conveniência dos clientes, através de uma rede de clínicas e hospitais de proximidade", conclui Salvador de Mello.

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