Recorde de medicamentos inovadores aprovados

Infarmed afirma que até ao final do ano estarão aprovados 50 novas substâncias, das quais 20% são para tratar vários cancros

Até ao final do ano, a Autoridade Nacional do Medicamento vai ter aprovados 50 novas substâncias inovadoras, das quais 20% são para o tratamento de vários tipos de cancro. Será o maior número de medicamentos aprovados desde que há registos. Só 2014 se aproxima destes valores: na altura foram aprovados 45 inovadores. O ministro da Saúde reforçou que a aposta do governo é na prevenção e diagnóstico precoce do cancro. Estima-se que por ano surjam cerca de 50 mil novos casos da doença.

"Neste momento, estão aprovados mais de 40 medicamentos inovadores. Dez, que já estão terminados, são para a área da oncologia. Mama, linfoma, entre outros. Até ao final do ano, serão 50 aprovações. Será o maior número desde que há registos no Infarmed (2007)", afirmou Henrique Luz Rodrigues, presidente do Infarmed, que participou no debate "Cancro 2020 - Podemos fazer ainda melhor". O responsável salientou o esforço de organização que permitiu que em três meses fosse possível reduzir os atrasos na aprovação de medicamentos. Mudança que se deu depois de em junho ter sido aprovada a Comissão de Avaliação de Tecnologias de Saúde, que conta com cem peritos. Em breve, mais 20 deverão ser contratados para reforçar o serviço.

"O financiamento é um problema, dado os custos associados à terapêutica. Precisamos de apoio da indústria", afirmou o presidente do Infarmed, recordando a reunião realizada na semana passada, em Lisboa, que juntou vários ministros europeus e laboratórios. Também o ministro de Saúde, Adalberto Campos Fernandes, recordou a reunião para dizer que este tem de ser um esforço de todos, lembrando ainda o objetivo de terminar com as autorizações de utilização excecional (AUE), mecanismo usado quando os medicamentos ainda não estão aprovados pelo Infarmed. "Tem sido possível ter um diálogo direto com a indústria para estabelecer acordos estratégicos aplicados casos a caso. Tudo faremos para em 2017 terminar com as AUE, que não são boas para os doentes, hospitais, para o Estado. Foram 60 milhões de euros que resultaram de atrasos na decisão da agência do medicamento", afirmou o ministro da Saúde.

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