PSD questiona ministro sobre granada encontrada em Lagos

Deputados querem saber se granada de mão ofensiva encontrada em praia de Lagos pertence ao lote dado como furtado em Tancos.

O PSD questionou esta segunda-feira o ministro da Defesa para saber se a granada de mão encontrada há dias numa praia do concelho de Lagos "fazia parte do lote furtado nos paióis" do Exército em Tancos.

O requerimento do grupo parlamentar do PSD pergunta expressamente se Azeredo Lopes "está em condições de assegurar" que a granada encontrada por populares a 16 de agosto, na praia de porto de Mós e desativada por mergulhadores sapadores da Marinha, não integrava o referido lote de material dado como furtado em junho passado.

Entre esse material estavam 150 granadas de mão ofensivas pelo que "o estabelecimento de um nexo de causalidade afigura-se como inevitável e legítimo", afirmaram ainda os deputados Pedro Roque e Bruno Vitorino, que integram a Comissão parlamentar de Defesa.

O caso de Tancos está a ser investigado pelo Ministério Público, com o apoio da Polícia Judiciária e da Polícia Judiciária Militar, bem, como internamente pelo Exército (a cargo do regimento de Engenharia nº1).

Lança-granadas anti-carro, explosivos e munições foram outros materiais dados como furtados dos paióis de Tancos, situação que levou o Exército a decidir desativar essa unidade.

O Presidente da República visitou o local dias após o furto, o primeiro-ministro reuniu com os chefes militares para analisar o grau de segurança nos diferentes paióis existentes e o Parlamento chamou o ministro da Defesa e os chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas e do Exército, generais Pina Monteiro e Rovisco Duarte, respetivamente, bem como os secretários-gerais dos Serviços de Informações e da Segurança Interna.

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