PSD destaca aumento de 6,2% nas pensões mínimas quando esteve no governo

O vice-presidente do PSD disse que o aumento dos impostos diretos pelo governo PSD/CDS foi "um instrumento fundamental no combate à desigualdade e à pobreza"

O vice-presidente do PSD Marco António Costa destacou esta segunda-feira o aumento de 6,2% nas pensões mínimas feitas pelo Governo PSD/CDS e recusou comentar as "afirmações desencontradas" feitas recentemente sobre o assunto pelos partidos que suportam o atual executivo.

"Neste momento, o que ouvimos são afirmações desencontradas de dirigentes de partidos que suportam o atual Governo. Verdadeiramente, não conhecemos nada [sobre a proposta de aumento das pensões mínimas]. O que sabemos é que nós aumentámos as pensões mínimas em 6,2% no tal período tão difícil e tão severo que vivemos entre 2011 e 2014, quando antes o PS as congelou", afirmou Marco António Costa, em conferência de imprensa no Porto.

O vice-presidente do PSD respondeu desta forma aos jornalistas que o questionaram sobre a possibilidade de as pensões mais baixas terem um aumento de 10 euros.

Marco António Costa falava durante uma conferência de imprensa realizada para denunciar o "inaceitável embuste" do estudo "Desigualdades de Rendimentos e Pobreza em Portugal", de acordo com o qual os mais pobres foram especialmente penalizados com a quebra de rendimento dos portugueses entre 2009 e 2014.

De acordo com o social-democrata, foi "durante o governo do PS, até 2011, que os pobres foram mais penalizados do que os ricos".

"A novidade que mereceu mais destaque na divulgação do estudo foi que os ricos, afinal, tinham suportado um esforço proporcionalmente menor do que os pobres durante o ajustamento. Ora, esta novidade é falsa", afirmou Marco António Costa.

Para o vice-presidente do PSD, "as conclusões apresentadas pelos autores do estudo e a forma como foram apresentadas permitiram ser aproveitas para favorecer uma visão distorcida da realidade".

"A maior parte da redução de rendimentos no período 2009-2014 ocorre por efeito das medidas orçamentais adotadas pelo governo do PS. Entre agosto de 2011 e maio de 2014, a classe de rendimentos mais elevados passou a figurar entre as mais afetadas", destacou.

Para o responsável, a opção pelo aumento dos impostos diretos feita pelo governo PSD/CDS foi "um instrumento fundamental no combate à desigualdade e à pobreza".

"Justamente o inverso do que o atual governo do PS está a fazer, ao colocar a máxima pressão fiscal nos impostos indiretos, os que atingem de forma mais cega e indiscriminada os estratos mais desfavorecidos da população", sublinhou.

Na análise feita ao estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, o PSD conclui que os efeitos do programa de ajustamento, levado a cabo enquanto esteve no Governo, "foram conscientemente contidos para os estratos mais desfavorecidos da população, minimizando os impactos negativos ao nível das desigualdades".

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