PSD põe inquérito parlamentar em "banho Maria"

José Matos Correia (PSD) demitiu da presidência da comissão de inquérito à CGD e agora o seu partido não abre o jogo sobre se o substituirá ou não.

Ao final da tarde realizou-se no Parlamento uma reunião dos coordenadores dos vários partidos e, após essa reunião, Hugo Soares, do PSD, limitou-se a afirmar que "o PSD vai ponderar uma posição política de futuro" sobre o assunto.

Enigmaticamente, acrescentou apenas: "Aquilo que se passa é demasiado grave para não tirar consequências." Ficou marcada nova reunião para a próxima terça-feira. Interinamente, a comissão está a ser presidida pelo deputado socialista Paulo Trigo Pereira mas este, recordando que PSD e CDS terão de propor alguém para substituir Matos Correia (porque foram os dois partidos proponentes da comissão), vai avisando que não encara estas suas funções "para além de um limite razoável". Trigo Pereira recordou ainda que a comissão tem um prazo limite de funcionamento: 26 de março.

O CDS, pelo meio, esclarece que afasta de todo a hipótese de deixar a comissão (hipótese que o PSD não exclui): "Nós não abandonamos comissões", garante João Almeida, acrescentando que no entender do seu partido é ao PSD que compete indicar o substituto de Matos Correia.

Assim, como disse Moisés Ferreira, do BE, a comissão "está em suspenso por estar sem presidente". As audições a personalidades foram adiadas. "Está na mão do PSD decidir se quer continuar com esta comissão a funcionar ou não", afirmou ainda o parlamentar bloquista, acusando o PSD e CDS de estarem apenas interessados em "casos e casinhos" e não naquilo que para o BE é o que interessa: averiguar os motivos da necessidade de recapitalização do banco público.

Já Miguel Tiago, do PCP, diz que à direita só interessa montar "um circo contra a CGD".

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