PSD agitado com o "não" de Santana a Lisboa

Nuno Morais Sarmento é um dos nomes que circula como potencial candidato à principal autarquia.

O líder do PSD ainda não fez qualquer contacto interno depois de Pedro Santana Lopes ter anunciado que não será candidato a Lisboa, mas o partido agita-se. Os nomes de potenciais cabeças de lista para a principal autarquia do país começaram a circular entre os sociais-democratas.

Um dos nomes que se fala é o de Nuno Morais Sarmento, porque é uma das figuras sociais-democratas com notoriedade, segundo fontes do partido. Mas também o de Maria Luís Albuquerque ou até o de Paulo Rangel.

As fontes ouvidas pelo DN admitem que há alguma ansiedade em relação ao nome que será escolhido por Pedro Passos Coelho para a disputa com Fernando Medina por duas razões: a primeira porque sentem que há uma mínima hipótese de conseguirem ganhar a presidência da Câmara de Lisboa e, em segundo, porque um "candidato forte" afasta a possibilidade de a líder do CDS, Assunção Cristas, vir a ter um resultado próximo ou até superior ao do candidato social-democrata.

Dentro do próprio PSD havia muitos militantes e até alguns dirigentes que já não acreditavam há algum tempo que Pedro Santana Lopes viesse a avançar para Lisboa, e admitem agora que o partido ficou demasiado tempo refém da sua decisão. "Qualquer candidato que aparecer agora é visto mesmo como uma segunda escolha", diz uma fonte social-democrata.

Em setembro o antigo líder do PSD e provedor da Santa Casa da Misericórdia já tinha sublinhado, em entrevista ao DN, que a sua intenção era "cumprir o mandato, levar por diante estes projetos que tenho a meu cargo".

O PSD vai manter os calendários definidos para a escolha de um candidato a Lisboa, ou seja, só será conhecido o nome no primeiro trimestre do próximo ano.

No Porto a situação também é complexa. Não há até ao momento um candidato claro do partido à presidência do município. Afastada que está a possibilidade de vir a apoiar o atual presidente da Câmara (que é apoiado pelo CDS e PS), Passos Coelho tem de escolher quem quer a representar o partido na corrida autárquica contra o independente Rui Moreira. Mas como a expectativa de ganhar a câmara é muito reduzida, fala-se que a escolha poderá vir a recair sobre o líder da distrital do Porto do PSD e ainda presidente da Câmara da Maia, António Bragança Fernandes.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.