Presidente do PS reconhece "dificuldades" nas relações económicas

Discursando, em Luanda, no VIII congresso do MPLA, o presidente do PS, Carlos César, atribuiu essas dificuldades a "fatores internacionais de mercado".

Defendeu, por isso, a necessidade de "concertar esforços para relançar políticas de reforço das nossas economias aprofundando as suas complementaridades na procura de benefícios comuns".

Segundo Carlos César, "a relação económica entre Angola e Portugal viveu um período enorme de crescimento, também fruto do fortalecimento das relações políticas e diplomáticas que tiveram especial impulso na última década".

Foi algo que resultou, no seu entender, não só de muitas empresas portuguesas terem escolhido Angola para operarem como também das "empresas angolanas que investem no nosso país, que fomentam o emprego, o crescimento da economia e o desenvolvimento de Portugal".

Mas "as mais recentes dificuldades sentidas por força de fatores internacionais de mercado alertam-nos para um trabalho comum".

"Os nossos dois países não podem deixar de concertar esforços para relançar políticas de reforço das nossas economias aprofundando as suas complementaridades na procura de benefícios comuns, esse é o objetivo em que o Governo português recentemente empossado está sinceramente empenhado com Angola", afirmou o presidente do PS perante os congressistas do MPLA.

O dirigente socialista afirmou que um dos objetivos da sua deslocação a Luanda foi o de "tornar mais efetivas e produtivas" as relação do PS com o MPLA. "Esse é o significado maior da nossa presença neste grande congresso."

"O MPLA e o PS têm trilhado um caminho comum, um continuado diálogo político e uma colaboração concreta em áreas de interesse mútuo, incluindo no âmbito da nossa família política no seio da Internacional Socialista. Estou convencido que esse caminho de proximidade será cada vez mais produtivo e a nossa presença neste congresso e a nossa saudação neste congresso é justamente para aqui testemunhar a garantia desse caminho novo de proximidade, de afetividade, de colaboração e de luta comum."

Para Carlos César, o líder do MPLA e Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, é uma figura referencial da história angolana e da emancipação africana.

Segundo disse, "a relação entre Angola e Portugal, e também entre o MPLA e o PS, vive do contacto e da cooperação permanente, do diálogo, da troca de opiniões, dos esforços para o comprimento das políticas globais e da comunhão de esforços para o que mais interessa a ambos os países".

Carlos César frisou que o PS tudo deseja fazer para num tempo novo tornar mais efetiva e mais produtiva essa relação entre os dois partidos.

Realçou a presença de milhares de portugueses em Angola, "que se sentem em casa, que fizeram deste país o seu lar da mesma forma que também são muitos milhares de angolanos que vivem em Portugal", onde foram acolhidos de braços abertos.

Exemplificando, "a relação afetiva entre os nossos dois povos, ainda recentemente se viu uma manifestação espontânea, comovente quando no mês passado vimos as imagens dos festejos em Luanda da vitória de Portugal no campeonato da Europa de Futebol".

Portanto, sublinhou, "todos temos obrigação de seguir e de aprofundar esta relação fraterna e entusiástica que une portugueses e angolanos".

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