Polícias das forças especiais chinesas vieram treinar a Lisboa

Os agentes de Pequim tiveram aula de tiro tático e reativo com os guarda costas da PSP. China paga formações há anos para polícias treinados desde crianças para o combate.

Uma comitiva de polícias das forças especiais da República Popular da China recebeu formação de tiro reativo e tático com o Corpo de Segurança Pessoal da PSP (na foto, são os que asseguram a proteção aos chefes de Estado e membros do Governo) durante um dia, há quase duas semanas. Ainda em julho, uma equipa de polícias macaenses veio ter uma formação de uma semana com o Centro de Inativação de Explosivos da Unidade Especial de Polícia (UEP).

Se a cooperação policial com Macau, antigo território português, já acontece há décadas, os laços com a China são mais recentes e têm apenas alguns anos. Os polícias das forças especiais chinesas não estão divididos por várias valências numa UEP, como acontece em Portugal, mas congregam essas especialidades (Corpo de Intervenção, Corpo de Segurança Pessoal, Operações Especiais, Explosivos) numa única força de elite, como explica fonte policial. Paulo Rodrigues, elemento do Corpo de Intervenção da UEP e presidente da maior associação sindical da polícia (ASPP/PSP) descreve como "muito bons" os efetivos das forças especiais chinesas, "muitos deles treinados em artes marciais a partir dos seis anos e orientados para a vocação policial a partir dos 16 anos".

Mais do que aprender técnicas que já dominam, os agentes do Extremo Oriente vêm a Portugal, como a outros países ocidentais, ter formações para "estreitar laços" com esses Estados, como refere outra fonte policial. São treinos que gostam de ter com polícias de muitos outros países até para avaliarem em que nível estão, adianta outra fonte, da hierarquia da PSP.

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