Petição pede que português que combateu o Estado Islâmico seja condecorado

Mário Nunes tinha 21 e combatia contra o grupo terrorista ao lado das milícias curdas

Uma petição online pede que Mário Nunes, o português que foi para a Síria para combater o Estado Islâmico, seja homenageado com o título da Ordem da Liberdade. Mário Nunes tinha 21 anos e terá morrido na Síria, após ter sido capturado pelo grupo terrorista, segundo informou esta semana a sua família, que recebeu a notícia de membros da milícia curda Unidade de Proteção Popular (YPG).

O militar desertou da Força Aérea em janeiro do ano passado e juntou-se às forças curdas que combatem o Estado Islâmico.

Na petição, assinada por 130 pessoas até à data, é destacada a coragem do jovem, que se tornou no primeiro voluntário português a integrar as fileiras da YPG.

Numa entrevista à revista Sábado, em setembro de 2015, Mário Nunes disse que "preferia morrer ou ficar ferido a não fazer nada". As declarações do jovem são elogiadas na petição, que destaca que "o mal" se alastra "porque uma enorme massa humana, podendo, nada faz para o impedir".

Mário Nunes desertou da Força Aérea para ir em busca de um sentido de "privilégio e honra de ser militar", como disse à Sábado. No texto que pede a sua condecoração não é descrito como um traidor, mas sim, pelo contrário, como um herói.

Exclusivos