Parlamento quer atribuir estatuto de Panteão Nacional ao Mosteiro dos Jerónimos

Todas as bancadas do hemiciclo consideraram a discussão como pertinente e convergirem no reconhecimento do estatuto de Panteão Nacional aos Jerónimos.

O deputado do PS, Pedro Delgado Alves apresentou esta quinta-feira um projeto de lei que, na essência, pede o reconhecimento do estatuto de Panteão Nacional aos Jerónimos "sem prejuízo da prática do culto religioso", sendo que o Panteão permanece instalado em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia.

O objetivo, defendeu Pedro Delgado Alves, é atribuir um "reconhecimento histórico e justo" às várias individualidades ali sepultadas, casos de Luís de Camões ou Vasco da Gama.

Da parte das outras bancadas parlamentares, todas consideraram o assunto como pertinente e mostraram concordância com a alteração.

Da parte do PSD, Pedro Pimpão, declarou haver "condições para tratar esta matéria de forma consensual" a nível parlamentar, "dignificando e preservando" a memória coletiva de alguns dos "maiores vultos" do país.

"Não apenas no Panteão Nacional repousam alguns dos nossos maiores", afirmou o deputado do Bloco de Esquerda Jorge Campos.

O CDS, pela voz de Pedro Mota Soares, advogou que "do ponto de vista popular, de apoio e entusiasmo", o Mosteiro dos Jerónimos "nunca foi desconsagrado", e os vultos lá sepultados são permanentemente lembrados pelos portugueses.

Já a bancada do PCP demonstrou também concórdia com o projeto socialista: "Homenagear os egrégios que nos precederam e notabilizaram e ficaram na memória coletiva é algo meritório", vincou o deputado António Filipe.

O documento do PS, que deverá merecer "luz verde" das várias bancadas esta tarde, diz que o Mosteiro dos Jerónimos " continua a representar um papel incontornável na valorização da memória histórica coletiva, desempenhando uma função em tudo similar à de Panteão Nacional".

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