Padre acusado de maus tratos a deficientes

Antigo diretor da Obra do Calvário é acusado de 13 crimes de maus-tratos e um de ofensa à integridade física. Ministério Público diz que amarrava deficientes mentais à cama

O antigo diretor da Obra do Calvário, padre Batista, está acusado de maltratar os utentes daquela instituição situada em Beire, Paredes. Segundo o Ministério Público (MP) de Penafiel, o clérigo, que esteve mais de meio século à frente dos destinos desta instituição integrada na Casa do Gaiato de Paço de Sousa, medicava os doentes, muitos com deficiência mental, sem ter qualquer formação para o efeito e usando medicamentos com o prazo expirado, de acordo com o Jornal de Notícias

O padre Batista também é acusado de desferir bofetadas e agredir com uma bengala os utentes, que às vezes eram castigados não recebendo alimentação. Noutros casos, eram amarrados pelos pulsos às grades das varandas dos pavilhões, às cadeiras de rodas ou às cadeiras sanitárias.

Um adolescente deficiente mental profundo foi encontrado a dormir preso à cama, suja com as próprias fezes.

A acusação do Ministério Público refere ainda que o padre - que não quis comentar o caso - nunca contratou, nem sequer a tempo parcial, quaisquer técnicos especializados para a instituição, nomeadamente nas áreas da saúde mental, geriatria, terapia ocupacional ou enfermagem.

Notícia alterada às 15.40. Substituída a imagem que acompanhava o texto e que, por erro, retratava outra instituição. Pedimos desculpa pelo lapso à instituição em causa, Património dos Pobres Calvário do Carvalhido, e aos leitores

Exclusivos