Pacto da Justiça. Presidente pressiona partidos e operadores judiciais

O "Pacto da Justiça" foi o tema único do discurso do Presidente da República, na cerimónia de abertura do ano judicial

"Importa conhecer o posicionamento dos partidos na Assembleia da República", disse esta tarde o Presidente da Assembleia da República, falando das conclusões do Pacto da Justiça, celebrado há semanas entre vários operadores judiciários. "Mais atual se apresenta a interpelação para um acordo da justiça", reforçou.

Recordando que ele foi próprio a impulsionar esse pacto em setembro de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou, face ao facto de já se terem alcançado conclusões: "O difícil passo foi dado. Trata-se agora de não parar". Considerou por isso a "sábia ideia" de criar uma plataforma permanente que dê sequência às reflexões já iniciadas.

Dizendo que "a maioria esmagadora" dos operadores "entendeu" o apelo para um pacto e a sua "urgência", acrescentou que agora "o poder político só ganha em contar com a energia vital dos que têm a vida ligada à justiça".

"Avancemos com medidas urgentes", com "passos conjuntos e corajosos a pensar no médio e longo prazo", pressionou ainda, dizendo que a substância do acordado "merece uma palavra de reconhecimento" pelo que trouxe de "originalidade, empenho, arrojo e semente de futuro".

Ou, dito de outra forma: "Valorizemos o alcançado", na certeza de que não se pode nunca esperar por "um sistema ideal e completo". "Podem V. Exas contar com apoio total do Presidente da República", assegurou ainda, a encerrar a sua intervenção.

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