Há poluição ambiental em Pedras Salgadas? Verdes querem explicações

Habitantes de Vila Pouca de Aguiar queixam-se de descargas de águas que estarão a contaminar os terrenos

O Partido Ecologista Os Verdes vai questionar o Ministério do Ambiente sobre uma alegada situação de poluição ambiental em Pedras Salgadas, Vila Pouca de Aguiar, através de descargas de águas residuais que estarão a atingir terrenos agrícolas.

Os dirigentes nacionais de Os Verdes Mariana Silva e Miguel Martins visitaram, durante a tarde desta quinta-feira, o lugar das Romanas, em Pedras Salgadas, concelho de Vila Pouca de Aguiar, para avaliarem no terreno as denúncias que chegaram ao partido.

Mariana Silva referiu que populares se queixam de descargas de águas que estarão a contaminar terrenos e lençóis freáticos e que análises feitas revelaram que são alegadamente "ácidas".

O agricultor Constantino Carvalhais disse que no terreno onde costumava cultivar batatas e cereais", "agora morre tudo" por causa de "descargas anormais de águas" alegadamente provenientes da parte superior da encosta, onde está instalada a fábrica de engarrafamento que é da responsabilidade da Unicer.

Contactada pela agência Lusa, a Unicer disse que "são completamente falsas" as acusações de descargas que possam ter origem na fábrica de Pedras Salgadas.

"A Unicer encaminha todas as águas residuais industriais para devido tratamento nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), cumprindo com todas as disposições legais e regulamentares aplicáveis", garantiu a fonte da empresa.

Fonte da GNR de Vila Real disse que, no dia 10 de novembro, uma equipa do Núcleo de Proteção do Ambiente esteve no lugar das Romanas a recolher amostras de água, que vão ser analisadas. A Guarda agirá depois em conformidade com o resultado dessas análises.

Mariana Silva disse que encontrou neste local "matéria para preocupação". "Temos que questionar e ver de quem é a responsabilidade, em primeiro lugar, para que seja punido e deixe de o fazer, e para que o problema seja resolvido", frisou.

Nesse sentido, sublinhou que o PEV vai questionar o Ministério do Ambiente, através de uma pergunta a entregar na Assembleia da República, sobre se tem conhecimento desta situação e o que é que pretende fazer para travar o problema.

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