"O segundo vinho é sempre melhor", diz Marcelo sobre Paulo Macedo

Presidente da República recorreu à Bíblia para comentar a saída de Domingues da Caixa e a nomeação de Paulo Macedo para o lugar

O Presidente da República parece estar convencido de que a Caixa Geral de Depósitos ficou a ganhar com a saída de António Domingues, que será substituído por Paulo Macedo. O Expresso avança esta segunda-feira que Marcelo Rebelo de Sousa não fugiu ao assunto durante um jantar que ofereceu em Belém, a cerca de trinta jornalistas estrangeiros, na passada sexta-feira, tendo recorrido à Bíblia para se manifestar, particularmente ao relato bíblico das Bodas de Caná, no Evangelho de São João.

Neste episódio, Jesus e os seus discípulos vão a um casamento e, quando o vinho acaba, o Messias pede para que se encham os vasilhames com água e que se deem a provar. A água transforma-se em vinho, melhor do que o primeiro, naquele que é considerado o primeiro milagre de Jesus.

Recorrendo a esta imagem, o Presidente da República deu a entender que ficou satisfeito com a solução encontrada pelo Governo de António Costa para a saída de António Domingues, que resignou, considerando que Paulo Macedo poderá ser até melhor do que o antecessor.

Processo de transição está a a correr "muito bem"

Já esta segunda-feira, Marcelo disse que o processo de transição da Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a correr "muito bem" e manifestou "confiança reforçada" no seu futuro. "Aquilo que tenho a dizer é que este processo de transição [CGD] correu muito bem, está a correr muito bem e portanto, tenho uma confiança reforçada na caixa e no futuro da Caixa", disse o chefe de Estado aos jornalistas em Castelo Branco, antes de uma visita à Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD), na terceira edição da iniciativa "Portugal Próximo".

Segundo o Presidente da República, o processo decorre bem porque a solução encontrada "é tão competente como a anterior" e, por outro lado, "não levanta discussões" relacionadas com a entrega da declaração de rendimentos, como aconteceu com a anterior administração.

"Ainda tem uma vantagem adicional, é que os dois partidos da oposição não esconderam os seus elogios rasgados ao [novo] presidente executivo e portanto, eu diria que esta transição foi suave e muito bem aceite pelos mercados, continuando a gestão anterior a ser assegurada até ao momento de entrada em funções da nova administração", sustentou.

"Reforça a confiança na Caixa e sobretudo aquilo que os portugueses querem é que, com o Ano Novo, se entre com o pé direito no sentido de aplicar o plano de reestruturação e o plano de capitalização", frisou.

Questionado sobre se a solução de liderança de Paulo Macedo é mais competente do que a anterior, Marcelo Rebelo de Sousa foi taxativo: "Eu digo que é tão competente como a primeira. Tem é uma base de apoio alargada porque a oposição manifestou um apoio que não tinha manifestado nestes termos ao presidente executivo agora apontado", concluiu.

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