Mágoa perdura 10 anos depois da tragédia de Entre-os-Rios

Morreram 59 pessoas na queda da ponte de Entre-os-Rios, faz sexta-feira 10 anos. Os autarcas de Castelo de Paiva reconhecem que a mágoa perdura, mas que é tempo de pensar no futuro.

Paulo Teixeira, que hoje é vereador pelo PSD e a 4 de Março de 2001 presidia à Câmara Municipal, defende que "quem viveu intensamente aquele acidente jamais o poderá esquecer" e, num paralelo com a morte do seu próprio pai, anos antes, observa: "Eu sei onde está o meu pai e vou ao cemitério pôr-lhe uma flor. Mas houve 36 corpos que nunca apareceram e, para os familiares dessas pessoas, é tudo muito mais difícil".

Gonçalo Rocha, que é o actual chefe do Executivo, reconhece que a queda da Ponte Hintze Ribeiro foi "a maior tragédia do concelho e, provavelmente, também a maior do país", mas o que mais realça é que "é altura de se falar de Castelo de Paiva por aspetos positivos e abandonar-se a ideia de que o concelho está sempre marcado pela desgraça e pelo miserabilismo".

O autarca concorda que "o acidente deixou sequelas e feridas abertas em muitas famílias", mas acredita que "os paivenses gostariam que, a partir do momento em que se assinalam os 10 anos da tragédia, se entrasse numa fase de vida nova".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG