Ministro nega ter impedido demissão de Nuno Félix

Tiago Brandão Rodrigues defendeu investimento no Orçamento e desmentiu antigo secretário de Estado João Meneses

O ministro da Educação negou esta noite, em entrevista à SIC, ter impedido João Wengorovius Meneses de demitir o seu chefe de gabinete, Nuno Félix. Esta é a primeira vez que Tiago Brandão Rodrigues responde às acusações de ingerência feitas pelo seu antigo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, que se demitiu em abril, alegando incompatibilidades com o ministro. O governante negou ainda saber que o despacho de nomeação de Nuno Félix continha "inverdades" - duas licenciaturas que este nunca concluiu e que o levaram a demitir-se no final da semana passada.

"Há um facto que é um despacho onde constavam inverdades, e isso é condenável, tanto que trouxe consequências e levou à demissão do chefe de gabinete", respondeu o ministro. Incorreções que o ministro disse desconhecer, ao contrário do que tinha sido afirmado pelo seu ex-secretário de Estado. Mas também, João Meneses já esclarecer que não tinha avisado formalmente Tiago Brandão Rodrigues das licenciaturas falsas. "Havia esse facto político que também o próprio já veio dizer que foi um mal-entendido, por isso já não existe facto político".

Sou ministro da Educação e cabe-me impor prioridades, e é isso que faço para cumprir o programa de governo

Tiago Brandão Rodrigues acrescentou ainda: "Em nenhum momento pedi ao Dr. João Meneses que não exonerasse o seu chefe de gabinete", negando uma afirmação feita também por João Wengorovius Meneses, como um dos motivos que teria levado à sua saída do executivo. O ministro sublinhou que as equipas eram escolhidas e constituídas pelos governantes. Tiago Brandão Rodrigues garantiu ainda não ter incompatibilidades com nenhum governante com quem trabalha. "Sou ministro da Educação e cabe-me impor prioridades, e é isso que faço para cumprir o programa de governo."

Orçamento tem mais 180 milhões

O ministro explicou ainda que o Orçamento para a Educação em 2017 vai ter um reforço, porque "só se pode comparar o comparável, e neste caso o valor estimado de 2017 com o valor estimado de 2016". Tiago Brandão Rodrigues espera desta forma pôr fim à polémica dos últimos dias em que o valor executado deste ano é superior à proposta para 2017.

"Vamos ultrapassar a barreira dos seis mil milhões de euros para a Educação e vamos executar mais, para melhorar as aprendizagens", garantiu o governante, lembrando que nos últimos 20 anos todos os orçamentos têm tido mais dinheiro ao longo da execução.

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