Ministério Público suspende peritagem da Câmara à queda da árvore

A entidade ordenou também à PSP para vedar a zona de forma a impedir a passagem

O Ministério Público do Funchal ordenou, esta sexta-feira, a suspensão imediata da peritagem que estava a ser realizada pela Câmara Municipal do Funchal à árvore que caiu na terça-feira, no Monte, na Madeira.

Segundo a notícia avançada pelo Diário de Notícias da Madeira, o Ministério Público ordenou também à PSP para vedar a zona de forma a impedir a passagem de quaisquer pessoas. O Ministério Público vai ainda indicar quais são as entidades autorizadas a apoiar a investigação no âmbito do inquérito entretanto aberto.

"Com vista a garantir a recolha das provas e assegurar a sua integridade foi determinado que o local fique sob vigilância da PSP, só sendo permitido o acesso mediante autorização escrita do Ministério Público", lê-se numa nota publicada no site da Procuradoria da Comarca da Madeira.

O procurador-coordenador da Comarca da Madeira, Nuno Gonçalves, explicou, no entanto, à agência Lusa, que o Ministério Público permitiu a deslocação ao local dos técnicos indicados pelo município e pela diocese do Funchal e garantiu que os elementos por estes recolhidos "não vão ser ignorados".

Porém, vincou que está em curso um processo de seleção e nomeação de peritos nas áreas florestal e botânica por parte do Ministério Público, tendo sido solicitada a colaboração de uma instituição universitária não sedeada na região autónoma.

"O que vai valer é a nossa peritagem", afirmou Nuno Gonçalves.

No dia posterior à tragédia, a Câmara Municipal do Funchal colocou no terreno técnicos vindos do continente para analisar as condições da árvore que caiu, matando 13 pessoas e ferindo outras 49. As primeiras conclusões seriam apresentadas esta sexta-feira, em conjunto com uma reconstituição do acontecimento.

A peritagem da Câmara Municipal foi alvo de críticas, já que a entidade poderá ser responsabilizada criminal e civilmente pelo acidente.

O autarca do Funchal, Paulo Cafôfo, já veio dizer que a Câmara Municipal do Funchal assumirá "todas as responsabilidades que tiver de assumir" após a averiguação dos factos resultantes da peritagem em curso e da condução do processo pelo Ministério Público, que anunciou a abertura de um inquérito logo no dia da tragédia.

Com Lusa

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