General garante que "não houve nunca qualquer indício" de ameaças a Tancos

Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas insistiu nunca ter recebido alertas sobre riscos à segurança dos paióis

O general Pina Monteiro afirmou esta terça-feira que a avaliação dos riscos à segurança das unidades militares é feita pelos serviços de informações civis.

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) enfatizou que "não houve nunca qualquer indício que fosse" do conhecimento da hierarquia militar "de que poderia haver" assaltos a unidades militares e explicou que "a autonomia" do Centro de Informações e Segurança Militares (CISMIL) limita-se à produção de informações relativas às missões militares, "que no essencial" são cumpridas pelas Forças Nacionais Destacadas no exterior.

O general Pina Monteiro, que está a ser ouvido esta manhã na Comissão parlamentar de Defesa a pedido do PSD, reafirmou a gravidade do furto de material militar dos paióis de Tancos e assegurou que só os 44 lança-granadas foguetes (LOW) terão uma eficácia operacional reduzida por estarem listados para abate.

"O outro material é considerado ativo", insistiu Pina Monteiro, precisando depois que muito do material furtado "também se encontra no mercado" civil. "A questão reside em saber "quem é detentor do material desaparecido e qual a intenção de o usar", explicou.

A este propósito, Pina Monteiro refutou as interpretações que disse terem sido feitas - sobre o alegado estado obsoleto de todo o material furtado - das suas declarações no final da reunião entre o primeiro-ministro e as chefias militares.

O general disse aos deputados só ter sabido nessa reunião, pelo chefe do Estado-Maior do Exército, que os LOW estavam para abate e tinham eficácia operacional reduzida.

Como isso contradizia a informação sobre a gravidade do caso que transmitira dias antes à secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, o CEMGFA entendeu por isso divulgar a informação sobre o estado dos LOW na conferência de imprensa que se seguiu à dita reunião com o primeiro-ministro.

O CEMGFA insistiu ter dito nessa altura que só os LOW tinham eficácia operacional reduzida. Acresce, adiantou agora, que também três dezenas de granadas ofensivas para instrução e disparadores são considerados inativos em termos operacionais - pelo que todo o restante material furtado continua a ser perigoso, enfatizou.

Recorde-se que, além dos LOW, foram furtados dos paióis de Tancos munições, bobinas de fio para ativação por tração, disparadores, granadas de mão ofensivas e de gás lacrimogéneo ou explosivos plásticos, entre outro material.

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