Almeida Santos participou na campanha de Maria de Belém

"Estive na Alameda, estive em todas as grandes lutas do PS, estive nas escolhas dos secretários-gerais, umas vezes de um lado, outras vezes do outro. Socialista e candidata, sou eu!", disse Maria de Belém

Maria de Belém foi esta noite mais clara do que nunca a querer garantir para a sua candidatura o voto do eleitorado PS, que disputa diretamente com Sampaio da Nóvoa. E a dizer a António Costa que rejeita a tese oficial do partido: a de que existem dois candidatos "da área socialista".

A candidata falava num jantar com apoiantes no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, iniciativa na qual terão participado cerca de duas centenas de apoiantes.

Antes dela, já José Maria Costa, presidente da câmara de Viana do Castelo, tinha criticado "aqueles que se dizem independentes mas que procuram ir a todos os batizados e casamentos do PS", enquanto Rui Solheiro, secretário-geral da ANMP (e antigo chefe da organização de autarcas do PS), havia dito que "o tempo não é para aventuras" e "o país não precisa de um Presidente da República que não se sabe de onde veio nem para onde vai".

Belém aproveitou ainda o jantar-comício para tentar pôr na agenda da campanha um tema caro a muita gente no eleitorado PS: "Não conheço nenhum país que se tenha desenvolvido sem uma regionalização equilibrada e competente." Também se tentou colocar como porta-estandarte de algo sempre muito presente no ideário do PS, as virtualidades do poder autárquico: "O que ainda impede Portugal de ser mais assimétrico é o poder local" e "não podemos conformar-nos com um país a várias velocidades".

Ataques velados a Sampaio da Nóvoa foram este domingo uma nota permanente no discurso da ex-ministra da Saúde. Só o nome do ex-reitor é que a candidata não pronuncia - nem aliás de nenhum outro candidato.

Ao almoço, na Figueira da Foz - ao qual se juntou o presidente honorário do PS, Almeida Santos, - havia dito, citando Agostinho da Silva, que "o problema em Portugal é das elites porque as elites desistiram de ouvir o povo". "Os problemas do país não se conhecem apenas das torres de marfim", "sempre estive próxima das pessoas, e não é para que me tirem uma fotografia, eu sempre estive próxima das pessoas" e "esta candidata não é afetiva a fingir" foram algumas das frases que se lhe ouviram (e antes do almoço recebera efetivamente várias manifestações de simpatia durante um passeio pela feira da Tocha).

Também voltou a explorar a polémica que em tempos Nóvoa manteve com Mariano Gago, a quem prestou "uma enorme homenagem" depois de recordar que foi "reprovado por um candidato".

O dia serviu também para intensificar os apelos à mobilização: "Temos muito trabalhar a fazer, convencer os nossos amigos e familiares. Ao enfraquecer a democracia enfraquecemos a legitimidade de quem for eleito", avisou, na Figueira da Foz. Mais uma vez veladamente criticou a ausência de passado partidário de Nóvoa. "Se não tivessem existido partidos antes e depois do 25 de Abril não estaríamos aqui."

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