Maria de Belém quer levar chefes de Estado a almoçar em lares de idosos

Os protocolos habituais das visitas de chefes de Estado estrangeiros a Portugal sofrerão inovações se Maria de Belém for eleita Presidente

Hoje, almoçando com jornalistas em Lisboa, a candidata presidencial prometeu, por exemplo, que poderá levar estadistas estrangeiros a almoçar em lares de terceira idade ou instituições do género, preferindo isso ao que é tradicional (banquetes no Palácio de Queluz, por exemplo).

"Temos de mostrar aos políticos a nossa realidade", explicou - e pedindo depois para os jornalistas registarem a ideia para que depois "outros" não a aproveitem como sua, uma queixa que marcou parte da sua intervenção.

"Vou deixar de falar sobre as outras candidaturas", prometeu, desabafando depois que falar dos outros é "fazer a sua campanha" - ou seja, contribuir para a sua notoriedade.

Segundo contextualizou, em parte os ataques que tem sofrido - porque, por exemplo, presidiu à comissão parlamentar de Saúde ao mesmo tempo que colaborava com o Grupo Espírito Santo no setor da saúde - resultam, em parte, do facto de ser mulher. "Conheço o percurso que as mulheres têm de fazer para serem respeitadas", disse.

Disse não admitir que ataquem do ponto de vista ético, contra-atacou: "Geralmente aqueles que são muito exigentes com a ética dos outros são pouco exigentes com a sua."

Maria de Belém reiterou que as questões da chamada "economia social" terão um lugar central na sua campanha, bem como as da igualdade - e aproveitou para apresentar o seu mandatário de juventude, Bruno Matias, presidente da Associação Académica de Coimbra.

Recordou, neste contexto, ter a seu lado o deputado socialista Alberto Martins, antigo presidente da mesma associação antes do 25 de Abril, em 1969, quando a massa estudantil da instituição se rebelava contra o regime, liderado então por Marcello Caetano. "Aprendi na crise de 1969", disse, recordando também ter sido estudante de Direito naquela universidade.

Questionada pelos jornalistas, Maria de Belém recusou confirmar a notícia avançada hoje pelo Diário Económico segundo a qual António Guterres irá apoiar a sua candidatura. "Não temos indicação nenhuma disso."

Sobre a possibilidade de António José Seguro aparecer na campanha afirmou apenas que não lhe pediu nada nem tenciona pedir ("Não faço a mínima ideia se aparecerá"). Aliás, acrescentou, foi esse o seu comportamento em relação a todos os seus apoios: não pedir nada, esperar que venham.

Também desdramatizou o apoio da eurodeputada do PS Ana Gomes a Sampaio da Nóvoa: "Não tem problema nenhum". Dentro do PS foi Ana Gomes a primeira dirigente a sugerir publicamente a candidatura presidencial de Maria de Belém (numa reunião da Comissão Política Nacional do PS há um ano). "Não tem problema nenhum."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG