Nem os turistas na Madeira escapam às "bacalhauzadas"

O Presidente da República tem dado destaque especial aos problemas dos emigrantes madeirenses

Não foi uma multidão em euforia, como a que festejava ontem, quinta-feira, a vitória da equipa portuguesa, a receber Marcelo Rebelo de Sousa na curta caminhada pela rua, entre a Assembleia Legislativa e o monumento à Autonomia, onde depositou uma coroa de flores. Algumas centenas de populares, entre os quais bastantes estrangeiros turistas quiseram cumprimentar o Presidente da República. E não fez discriminações: "até os turistas são calorosos e não querem perder a oportunidade de dar uma bacalhauzada a um Presidente da República", atirou, na sua habitual boa disposição.
Antes, perante os deputados, o tom tinha sido bem mais sério.

Depois da oposição ter elencado os muitos problemas que, no seu entender, atingem os madeirenses, como o desemprego e a precariedade, sem a adequada resposta da maioria do PSD, Marcelo centrou o seu discurso nos elogios ao "progresso" da Madeira nos 40 anos de autonomia. Alertou, porém, que "a democracia nunca é um dado adquirido, nem a autonomia. É preciso lutar por elas todos os dias".

O Presidente da República sublinhou a importância de se "alicerçar o diálogo permanente com todas as forças políticas" e que é naquela Assembleia que tudo começa, nomeadamente "através da fiscalização da ação governativa". "Os deputados tem que dar o exemplo do diálogo democrático", afiançou.
Recorde-se que já duas semanas o Governo Regional foi alvo de uma moção de censura, por iniciativa do PCP, e todos os partidos, com exceção do PSD (maioritário) apoiaram. O CDS absteve-se.

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