Mais de um milhar de militares para missões externas em 2016

No ano em que se evocam os 20 anos da missão militar na Bósnia, a primeira no estrangeiro após o fim da Guerra Colonial, Portugal vai estar neste ano em 16 operações internacionais

Portugal vai empenhar pelo menos um milhar de soldados nas missões militares aprovadas para o estrangeiro neste ano, quando se celebram os 20 anos da realizada na Bósnia e Herzegovina, soube o DN.

Foi a 5 de janeiro de 1996 que partiram de Lisboa os primeiros 15 militares para a primeira grande missão das Forças Armadas fora do território nacional desde o fim da Guerra Colonial - e que marcou ainda o regresso aos teatros de guerra na Europa desde a Primeira Guerra Mundial.

Para 2016, além das dez missões que vão prosseguir, o Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou seis novas intervenções no estrangeiro: o envio de um submarino para a Operação Sophia (UE) no Mediterrâneo; o destacamento de outro submarino para o Atlântico Norte e uma bateria de artilharia de campanha para a Lituânia, no quadro das chamadas medidas de tranquilização da NATO (NAM, sigla em inglês); a projeção - também para a Lituânia - de quatro caças F-16 para operações de patrulhamento aéreo da Aliança nos Bálticos.

As outras três são o envio de uma fragata para a força naval permanente da NATO (SNMG1), no segundo semestre de 2016; outra fragata e uma corveta para a força naval europeia no Mediterrâneo (EUROMARFOR); uma aeronave de vigilância marítima, uma fragata e um navio de patrulha oceânico para o golfo da Guiné, adiantaram as fontes ouvidas pelo DN.

Entre as missões que prosseguem em 2016 pode verificar-se um pequeno reforço das realizadas sob a bandeira da UE - Mali e República Centro-Africana - para permitir que a França retire daí militares e equipamentos para os empenhar no combate aos terroristas do Estado Islâmico. Essa decisão será tomada depois de concluídas as negociações bilaterais com Paris, disse há dias o ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

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