"Queriam medir o pulso aos professores? Aqui estamos, cheios de músculos"

Professores enchem o largo em frente ao Parlamento. Sindicatos prometem convergência "até ao fim" pela recuperação do tempo de serviço

Um dia depois de uma reunião que terminou sem garantias, e na véspera de novo encontro que poderá definir até onde o governo está disposto a ir na questão da contagem de mais de nove anos de tempo de serviço, milhares de professores estão hoje a dar uma manifestação de força em frente à Assembleia da República, onde se discute o orçamento do Ministério da Educação para 2018.

"Queriam medir o pulso à greve dos professores" disse aos jornalistas Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof (CGTP), a propósito dos resultados inconclusivos das reuniões de ontem. "Pois aqui estamos nós, cheios de músculos", acrescentou.

Todas as organizações sindicais aderiram à concentração e à greve de hoje, que fechou escolas um pouco do país. E João Dias da Silva, da FNE (UGT) garantiu ao DN que está é uma convergência para durar "até ao fim" desta discussão. "A história tem demonstrado que em momentos como este, as organizações sindicais juntam-se em torno do essencial, independentemente das questões que as separam".

Entre os manifestantes juntos em frente ao Parlamento, o DN encontrou professores que disseram não ser sindicalizados, nem se identificarem particularmente com o discurso de uma ou outra organização, mas que decidiram aderir ao protesto em nome do sentimento de "injustiça".

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