Governo regional da Madeira condecora Lília Bernardes

A jornalista, que morreu em abril vítima de cancro, quando tinha 60 anos, foi a correspondente do DN na Madeira de 1992 até 2014, quando foi afastada do jornal, no âmbito de um despedimento coletivo.

A condecoração do governo regional será entregue durante uma visita de três dias que Marcelo Rebelo de Sousa fará à ilha, de 30 deste mês a 2 de julho. Quando morreu, Lília Bernardes era adjunta de imprensa do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

Ao serviço do DN integrou, com o também já falecido Tolentino de Nóbrega, correspondente do Público, uma frente de resistência ao "jardinismo" que lhe valeu em 2012 ser considerada pelo PSD regional como "inimiga da Madeira".

Nascida a 5 de março de 1956, entrou no jornalismo em 1991, depois de trabalhar desde os 19 anos, primeiro nos CTT e depois na PT, e de fazer teatro e cinema.

Sobre a sua relação com o jornalismo e com o líder histórico do PSD/Madeira disse uma vez: "É preciso ter algum distanciamento para poder fazer uma análise correta. A minha postura perante o dr. Jardim é muito clara: eu sou paga para lhe fazer perguntas e ele é pago para me dar respostas. (...) No jornalismo, quando perdemos a imparcialidade, mais vale mudar de profissão."

Quando morreu, Miguel Albuquerque comentou ao DN: "Era muito respeitada pela população, teve um percurso de uma integridade profissional absoluta. E era uma mulher evoluída, de vasta cultura, moderna."

[Por erro de transmissão de informação a notícia referia que a condecoração seria atribuída pela Presidência da República - na verdade é atribuída pelo Governo Regional da Madeira]

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