Portugal e a Califórnia "podem fazer muito juntos"

António Costa acredita que Portugal e a Califórnia, que todos os anos é atingida por incêndios de grande dimensão, podem ajudar-se no combate à chamas, ainda que a ajuda seja apenas tecnológica

As épocas de fogos sobrepõem-se tornando mais difícil a partilha de meios, mas na parte tecnológica a parceria pode dar frutos: "a ajuda mútua depende muito dos calendários, mas do ponto de vista tecnológico, no desenvolvimento de aplicações e mecanismos que nos permitam ter mais informação e mais cedo que nos permita melhor prevenção e posicionamento dos meios, essa é uma área onde podemos fazer muito em conjunto", disse aos jornalistas depois de um encontro com a CalFire, o Departamento Florestal e de Proteção de Incêndios da Califórnia.

Portugal, garante Costa, tem aprendido com a CalFire: "temos vindo ao longo do ano a ter contactos com o CalFire, de forma a reforçar as nossas competências. Em abril tivemos uma delegação da Proteção Civil. Estamos a ver como podemos trocar boas práticas e a aprender uns com os outros". O primeiro-ministro garante que as preocupações são iguais dos dois lados do Atlântico: "houve momentos da conversa em que verifiquei que as questões que eles colocam são as mesmas que discutimos em Portugal: como organizar e responder melhor", afirmou.

Costa admite que a melhoria do sistema de combate aos fogos em Portugal "é um processo. A Califórnia tem um modelo completamente diferente do nosso. O nosso assenta há décadas nos bombeiros voluntários e o caminho para a profissionalização e especialização, para a aproximação entre a prevenção e o combate é mais difícil do que o caminho de um país que desde o início assentou na profissionalização", argumentou.

O chefe de governo recorda no entanto que "apesar deste sistema altamente profissionalizado na California, não é por isso que não há fogos de grande dimensão, por vezes trágica".

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