Ministro do Ambiente pede aos autarcas que reparem estragos do mau tempo

João Pedro Matos Fernandes garante apoio do governo nas obras. Só os passadiços das praias podem custar 250 mil euros

O ministro do Ambiente exortou quarta-feira as autarquias do Algarve a avançarem, o mais rapidamente possível, com intervenções de reparação dos prejuízos causados nas últimas semanas pelo mau tempo, prometendo apoio do Governo para esse investimento.

"Aquilo que combinámos com os senhores autarcas é que, por favor façam. Isto é, estas pequenas intervenções de reparar passadiços, de movimentar areia da esquerda para a direita, de fazer pequenas obras de reparação, que as façam", afirmou João Pedro Matos Fernandes, após uma reunião com os presidentes dos municípios algarvios, em Faro.

Durante a manhã, em Alvor, o ministro tinha avançado com uma estimativa de 250 mil euros para reparar passadiços dos areais, segundo a avaliação inicial feita pela Agência Portuguesa do Ambiente, mas há autarquias que têm outros números.

"Foram vários os autarcas que disseram? Sim, os nossos prejuízos estão dentro desse levantamento', outros disseram que alguns faltam, sempre coisas de pequena dimensão, mais cinco mil, mais dez mil, mais 15 mil [euros]", afirmou o ministro.

João Pedro Matos Fernandes pediu às autarquias para fazer chegar o levantamento total dos prejuízos ao Ministério do Ambiente até à próxima terça-feira, para serem avaliados durante a semana seguinte, mas garantiu que estas pequenas intervenções serão depois alvo de financiamento.

As autarquias devem mesmo assumir essas obras, "porque se fosse o Ministério do Ambiente a fazê-lo, tudo isto demoraria muito mais", declarou.

"Acredito que algumas destas pequenas intervenções já estarão feitas até à Páscoa e certamente a maior parte delas estará feita até ao verão", sublinhou Matos Fernandes.

Durante a visita à praia de Faro, o ministro foi confrontado pelo presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, que apontou para estragos na ordem dos 400 mil euros e pediu um regime de exceção, de forma a evitar o visto do Tribunal de Contas, exigível para obras acima dos 350 mil euros.

"Gostaríamos de ter esse regime de exceção, se se justificar, em função dos montantes necessários, se forem valores na ordem dos 400 mil euros, isso implica visto do Tribunal de Contas e estamos a falar no mínimo em cinco, seis, sete meses até podermos intervir", referiu o autarca, aos jornalistas.

Após a reunião com todos os autarcas, João Pedro Matos Fernandes negou perentoriamente essa possibilidade.

"Não vai haver obras acima desse valor [350 mil euros], não haverá necessidade desse regime de exceção", garantiu.

O governante visitou a praia dos Três Irmãos, em Alvor (Portimão), durante a manhã, e à tarde esteve na Ria Formosa, na praia da Fuseta (Olhão) e na praia de Faro, terminando a agenda com uma reunião na Comunidade Intermunicipal do Algarve.

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