Fugir de casa foi fatal para muitas vítimas, revela estudo

Se tivessem ficado em casa, haveria mais probabilidades de sobrevivência

O estudo encomendado pelo Governo ao incêndio de Pedrógão Grande já permitiu chegar a uma conclusão: fugir de casa foi fatal para muitas vítimas. Segundo avançou à TSF o coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, que lidera o trabalho, se tivessem ficado em casa estas pessoas teriam mais hipóteses de sobreviver.

"Diria que si. Diria que sim. Não posso dizer isso como regra geral e absoluta, mas como regra sim, as pessoas que permanecessem nas suas casas teriam mais probabilidades de sobrevivência", afirmou Xavier Viegas.

O especialista em incêndios defendeu que "de um modo geral, é muito preferível a opção de ficarem em casa". "Se não há condições para a pessoa se retirar a tempo, com toda a segurança de dentro da aldeia, da vila, então é não se fazer à estrada se um fogo estiver por perto. Essa é a nossa recomendação", disse o responsável pela equipa que está a estudar o que aconteceu no incêndio de Pedrógão Grande, a 17 de junho, no qual morreram 64 pessoas.

O contributo de quem passou por aquele momento, como uma família que permaneceu em casa e imortalizou tudo através de textos, fotografias e vídeos, tem sido fundamental para o trabalho desta equipa.

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