Portugal implementa medidas para a Defesa informática

Ministro da Defesa Nacional recorreu aos princípios da Conferência de Varsóvia, que reconhece o ciberespaço como terreno de operações

O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, disse hoje que Portugal está a desempenhar um papel central na implementação da "rede de conhecimento" na área da Defesa informática.

"Portugal está a implementar a estratégia e a desempenhar um papel central na 'rede de conhecimento' como um ponto de coordenação para o futuro dos estudos e ensaios de Ciber Defesa ao nível da NATO e da União Europeia", disse Azeredo Lopes na abertura da Quarta Conferência da Aliança Atlântica sobre Defesa Informática.

A "4th NATO Cyber Defence Smart Defence Projetcs Conference" decorre hoje na Academia Militar, Amadora, organizada pelo Ministério da Defesa, com o apoio da Aliança Atlântica.

Azeredo Lopes referiu-se aos princípios estabelecidos na Conferência de Varsóvia (2016), que reconheceram o ciberespaço como "terreno" de operações em que a Aliança Atlântica deve defender-se tal como o faz "no ar, na terra e no mar".

Para o ministro da Defesa, as ameaças informáticas são uma realidade e acontecem diariamente, sendo que são cada vez mais sofisticadas, potenciando danos de "dimensões espetaculares".

Nesse sentido, Azeredo Lopes considera a Defesa Informática como uma prioridade fundamental que consta da revisão da Lei de Programação Militar e que a adesão de Portugal a estruturas internacionais (European Union Permanent Structured Cooperation) vai ajudar a colmatar as falhas detetadas pelas Forças Armadas e a promover aspetos industriais e tecnológicos na área da Defesa Nacional.

O ministro referiu-se também ao "empenhamento" de Portugal ao nível da investigação e estudos (Cyber Defence and Cyber Security Education and Training), sublinhando que é necessário inovar e desenvolver.

"A inovação não é um conceito vazio. É precisamente o contrário. A inovação significa desenvolvimento económico, crescimento, valor e sustentabilidade", afirmou.

A conferência, que vai decorrer até ao final da tarde, conta com as participações, entre outros, do embaixador Luís Barreira de Sousa; Mihkel Tikk, do ganinete do Ministério da Defesa da Estónia, e Thomas Daum, da NCIA (NATO Communications and Informations Agency).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).