Advogado pediu nulidade de declaração de arguido

Ricardo Sá Fernandes, advogado do ex-ministro da Economia, aguarda decisão no Tribunal da Relação

A defesa de Manuel Pinho não terá sido informada dos factos em concreto que levaram as autoridades judiciais a declarar Manuel Pinho arguido no processo EDP, sob suspeita de corrupção. Daí o recurso à Relação para que seja anulada a declaração de arguido, explicou ao DN o advogado do ex-ministro, Ricardo Sá Fernandes.

Segundo acrescentou, tudo o que a defesa sabe é que as suspeitas sobre Pinho incidem sobre o facto de ter ido dado aulas para a Universidade de Columbia (EUA) supostamente numa cadeira criada por financiamento da EDP.

Mas a defesa diz ainda não ter tido acesso, por exemplo, à documentação segundo a qual Pinho terá recebido em "offshores", entre 2006 e 2012, cerca de dois milhões de euros do Grupo Espírito Santo (GES) - sendo que parte dessa verba, meio milhão de euros, teria sido auferida quando era ministro da Economia do 1º governo de José Sócrates (impondo o cargo a exclusividade).

Segundo Sá Fernandes, o Ministério Público também o terá informado de que não queria para já interrogar o seu cliente.

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