Hospitais proibidos de saldarem dívidas a fornecedores

Cerca de 500 milhões de euros continuam congelados nas contas bancárias das unidades de saúde de gestão pública empresarial

O Estado transferiu, em janeiro, cerca de 500 milhões de euros a 39 hospitais para que estes pagassem as dívidas a fornecedores. No mesmo dia em que os hospitais EPE (gestão pública empresarial) receberam as verbas, as Finanças proibiram a movimentação do dinheiro. Unidades de saúde continuam à espera de instruções e estão a ser pressionadas pelos fornecedores.

A notícia é avançada esta sexta-feira pelo Jornal de notícias e dá conta de um total de 500, 19 milhões de euros que foram transferidos pelo Tesouro no mês passado, mas que continuam parados nas contas bancárias de cada um dos 39 hospitais.

Os fornecedores mais pequenos do Serviço Nacional de Saúde, escreve o jornal, estão a pressionar os hospitais e alegam que têm salários em atraso e dívidas que não conseguem saldar, por estarem à espera de pagamentos, alguns desde 2016.

O Ministério das Finanças explicou que "as verbas transferidas destinam-se ao pagamento de dívida vencida a fornecedores, por ordem de maturidade", mas o Ministério das Finanças, liderado por Mário Centeno, não aponta uma data de início dos pagamentos.

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