Greve do GISP da Guarda Prisional invalida realização de julgamentos complexos

O julgamento da Operação Fénix, na próxima sexta, é um dos que não se vai realizar. Em Lisboa, haverá três julgamentos complexos que podem ficar comprometidos

O Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP) do Corpo da Guarda Prisional está em greve, até à meia noite de sexta-feira para sábado, o que vai comprometer a realização de julgamentos de processos complexos, uma vez que é esta força que transporta os arguidos presos para essas sessões. Segundo Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, "não vai haver transporte para o julgamento da Operação Fénix (da empresa de segurança SPDE, que fazia a proteção de Pinto da Costa, que é um dos arguidos), "e poderá ficar comprometida a realização de três julgamentos em Lisboa de processos de especial complexidade".

O dirigente sindical garantiu que a remoção internacional de presos por parte do GISP estará assegurada "porque faz parte dos serviços mínimos". Significa que, se esta força receber ordem para ir buscar o chileno fugitivo de Caxias que ficou detido em Espanha, irá. Mas até agora essa ordem ainda não chegou.

Os elementos do GISP não farão remoções dos presos da cadeia de alta segurança de Monsanto, e das alas especiais de segurança de Paços Ferreira e do Linhó, "a não ser para consultas de urgência ou outras questões de urgência".

Em causa, na greve do GISP, estão motivos relacionados com "a falta de equipamento, de condições de trabalho, de formação atualizada para o transporte de presos perigosos, e a falta de pagamento de ajudas de custo quando são obrigados a fazer pernoita fora das instalações", referiu Jorge Alves.

A paralisação dos elementos do GISP começou na meia-noite de domingo para segunda-feira e vai prolongar-se até à meia noite de sexta-feira para sábado.

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