Granizo provoca estragos "elevadíssimos" em vinhas

As fortes chuvadas acompanhadas de granizo que fustigaram Pinhel no domingo e na segunda-feira causaram "estragos elevadíssimos" em "cerca de 300 hectares de vinha, olival e hortícolas" do concelho, disse hoje à Lusa fonte da Adega Cooperativa.

Segundo o presidente da Adega Cooperativa de Pinhel, Agostinho Monteiro, no distrito da Guarda o temporal foi de tal ordem que "o chão ficou todo branco, o granizo partiu videiras, oliveiras e hortícolas e a água da chuva abriu valas no meio das vinhas e dos olivais, dificultando o amanho da terra".

"Os prejuízos são na casa dos 90 por cento", admitiu o dirigente, apontando que, pelo levantamento efetuado pela Adega Cooperativa terão sido atingidos "mais de 200 produtores de vinho e agricultores" das localidades de Pinhel, Valbom, Bogalhal, Pereiro, Gamelas e Quinta dos Bernardos.

O responsável contou que os agricultores afectados "estão desanimados" e dizem que "nem têm vontade de tratar" as propriedades.

"Já informei o governador civil da Guarda para que o problema seja colocado ao Ministério da Agricultura, porque os agricultores vão precisar de alguma ajuda", referiu Agostinho Monteiro, salientando, contudo, que os prejuízos ao nível da vinha estão cobertos pelo seguro.

O representante disse que a produção vinícola nas vinhas afetadas pela intempérie "está completamente comprometida e o trabalho dos agricultores será apenas salvar as plantas".

Os danos nas videiras "terão consequências no próximo ano, porque as plantas ficaram manchadas e partidas" e "muitas ficaram sem uma única folha", relatou.

O presidente da Adega Cooperativa de Pinhel admite que a produção vinícola deste ano ficará "com problemas graves", vaticinando que, devido ao mau tempo, "no mínimo, haverá uma redução de um milhão de quilos de uva".

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