Governo responde ao PSD sobre negociações com os professores

O Ministério da Educação garante que as declarações de Fernando Negrão "não correspondem à realidade"

O governo acusa Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD, de ter feito declarações que "não correspondem à realidade", sobre as negociações e promessas feitas aos professores. Em comunicado, o Ministério da Educação (ME) garante que "o compromisso do governo é exatamente o que consta do documento assinado entre as partes a 18 de novembro de 2017".

Acordo esse onde "ambas as parte aceitam 'mitigar o impacto do congelamento' através da definição de uma base negocial, que comporta três variáveis: o tempo, o modo concreto de recuperação e o calendário", sublinha o ME.

O ministério escreve ainda que foi na base desse compromisso que "negociou de boa-fé com as organizações sindicais e apresentou uma proposta para a primeira variável: o tempo". Proposta que não teve o acordo dos sindicatos, uma vez que dos oito anos que tiveram a carreira congelada, o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues propôs a reposição de dois anos de serviço.

Esta segunda-feira de manhã, Fernando Negrão disse, na abertura das jornadas parlamentares do PSD, que o governo devia pedir desculpa aos professores e recomeçar as negociações de boa-fé com os sindicatos dos docentes. O líder parlamentar social-democrata disse que esta proposta de negociação feita pelo governo aos professores é reveladora da sua "política de enganos", já que esta é uma admissão de que "não há dinheiro" para cumprir o que tinha prometido, ou seja, "prometeu e agora vem dizer que não pode cumprir".

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