Governo confirmou currículos após polémica e teve mais duas baixas

Uma assessora de imprensa e um adjunto foram exonerados

Após a polémica das falsas licenciaturas que levou a duas demissões no Governo no mês de outubro, o Executivo decidiu fazer um levantamento exaustivo dos currículos de adjuntos, assessores, especialistas e chefes de gabinete para garantir que o caso ficava por ali. A análise levou a mais duas baixas, avança hoje o Observador: um por falsa licenciatura no gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares; outro por causa de uma inscrição na faculdade, que constava no currículo.

Carla Fernandes, assessora de imprensa do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, saiu, confirmou o próprio ao Observador. "Quando os casos das falsas licenciaturas foram conhecidos, fizemos um despiste para tentar encontrar qualquer situação do género que não estivesse identificada nos currículos. Pedimos entrega de certificados de habilitações, mas a Carla não entregou e disse que não tinha forma de entregar e pediu a exoneração. Não ignorámos a mentira, mas não foi preciso tomar a iniciativa porque ela pediu a exoneração", disse Pedro Nuno Santos.

O site avança que Carla Fernandes se apresentou durante três anos como licenciada e que, em 2015, passou a surgir como bacharel.

No Ministério do Mar, a análise dos currículos também levou a uma exoneração. Neste caso foi do antigo jornalista Fausto Coutinho, cujo despacho de nomeação para adjunto dizia que "em 2005, matriculou-se na Universidade Lusófona de Lisboa que, devido à sua intensa atividade profissional, não chegou a frequentar."

A ministra Ana Paula Vitorino não terá gostado desta referência e Fausto Coutinho também saiu.

O levantamento curricular das equipas ministeriais não foi feito em todos os ministérios, escreve o Observador, mas poderá vira a ser geral se houver uma ordem nesse sentido do primeiro-ministro.

Em outubro, António Costa perdeu o seu adjunto para os Assuntos Regionais, Rui Roque, após o Observador noticiar que este nunca concluiu a sua licenciatura, ao contrário do que consta no respetivo despacho de nomeação.

Dois dias depois, o chefe de gabinete do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Nuno Félix, demitiu-se, depois de o jornal Observador avançar que o mesmo tinha declarado duas licenciaturas falsas.

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