GNR registou menos mortos, feridos e acidentes do que no ano passado

Balanço da operação "Ano Novo" foi feito esta terça-feira pela GNR

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou em quatro dias da Operação "Ano Novo" menos acidentes, vítimas mortais e feridos graves do que em 2016, disse à agência Lusa o tenente-coronel Jorge Amada.

Em declarações à Lusa, o tenente-coronel Jorge Amado adiantou que em quatro dias da operação, que só termina às 24 horas de hoje, foram registados 639 acidentes, menos 303 do que no ano passado, na sua área de atuação.

"Foram também contabilizadas três vítimas mortais, menos quatro do que em 2016, sete feridos graves, menos 11 do que em 2016 e 256 feridos leves, menos 21 do que no ano passado", adiantou.

No que diz respeito a segunda-feira, primeiro dia de 2018, o tenente-coronel Jorge Amado adiantou que a GNR registou 106 acidentes, sem vítimas, mas que causaram dois feridos graves e 51 ligeiros.

"Foram fiscalizados até à meia-noite 22.662 condutores, dos quais 219 por excesso de álcool, 34 por falta de habilitação legal e 33 por outros motivos", disse.

Segundo a GNR, das 5.612 contraordenações registadas pela corporação, 700 foram por excesso de álcool, 1.813 por excesso de velocidade, 162 por falta de cintos de segurança ou sistemas de retenção, 153 por uso indevido do telemóvel e 244 por falta de inspeção periódica.

A GNR intensifica, desde sexta-feira e até hoje, o patrulhamento rodoviário nas vias de maior tráfego no âmbito da operação "Ano Novo".

De acordo com a GNR, o reforço do patrulhamento nas estradas tem como objetivo "prevenir a sinistralidade rodoviária, garantir a fluidez do tráfego e apoiar todos os utentes das vias, no sentido de lhes proporcionar uma deslocação em segurança".

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