Ex-militares evocam paraquedistas mortos há 20 anos

Familiares e ex-paraquedistas presentes nas homenagens a dois militares mortos numa explosão na Bósnia, a 24 de janeiro de 1996

Duas centenas de pessoas, entre familiares e antigos paraquedistas, participaram este domingo nas homenagens que assinalaram os 20 anos da morte dos militares Alcino Mouta e Rui Tavares, em Peso da Régua e Mogadouro.

Alcino Mouta e Rui Tavares morreram a 24 de janeiro de 1996, dias após o início da missão de paz na Bósnia, na explosão de uma bomblete levada para o interior da escola de Sarajevo onde fora instalada a camarata do contingente. Aquilino Oliveira, o terceiro paraquedista atingido, ficou gravemente ferido e ainda hoje tem cerca de três dezenas de estilhaços espalhados pelo corpo.

A cerimónia em Peso da Régua, em memória do primeiro-cabo paraquedista Rui Tavares e onde estiveram cerca de oito dezenas de pessoas, iniciou-se às 10:00, contou ao DN um dos presentes, Miguel Machado.

Tenente-coronel paraquedista, Miguel Machado adiantou que a cerimónia em Mogadouro teve lugar às 15:30 e homenageou o primeiro-cabo paraquedista Alcino Mouta, com a participação de uma centena de pessoas.

Exército fez-se representar pelo comandante do Regimento de Infantaria de São Jacinto

Nas duas cerimónias, além da presença das famílias dos dois militares mortos, foi deixada uma placa de pedra com o brevet dos paraquedistas.

O Exército fez-se representar pelo comandante do Regimento de Infantaria 10 (São Jacinto, Aveiro), coronel José Sobreira, e pelo sargento-mor da unidade, Luís de Pina.

Foi do regimento de São Jacinto que partiu o batalhão paraquedista a que pertenciam Alcino Mouta e Rui Tavares.

A missão na Bósnia foi a primeira operação militar portuguesa em larga escala fora do território nacional desde o final da guerra colonial (1975). Foi igualmente o regresso de uma força de combate aos teatros de operações na Europa, após a I Guerra Mundial (1914-18).

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