Execução de junho talvez acalme o Conselho das Finanças Públicas

CFP apontara alguns ricos para a execução orçamental e apelara a uma análise com "especial prudência" dos números do primeiro semestre do ano

O Presidente da República considerou hoje que os números da execução orçamental de junho que serão conhecidos em breve "poderão talvez acalmar um pouco" o Conselho das Finanças Públicas (CFP).

Durante a inauguração de uma nova ala do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre os riscos para a execução orçamental identificados pelo CFP, relacionados com as despesas com pessoal e a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Na resposta, o chefe de Estado realçou "os números já disponíveis de maio" e acrescentou que "brevemente se saberá também os de junho", período que "já tem o pagamento do subsídio de férias", considerando que esses dados "poderão talvez acalmar um pouco o Conselho de Finanças".

Quanto à recapitalização da CGD, o Presidente da República disse que "está a ser estudada" com as instâncias europeias e argumentou que "não vale a pena antecipar se é um problema, porque ainda não se sabe qual é a posição europeia".

"Portanto, só será um problema se for um problema", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa. "Se a Europa entender que a recapitalização da Caixa não vai ao défice, não vai ao défice", acrescentou.

Interrogado sobre o que vai Portugal apresentar em Bruxelas com o objetivo de evitar sanções por défice excessivo, o Presidente da República começou por responder que essa é uma responsabilidade do Governo chefiado por António Costa.

Depois, referiu que "o senhor primeiro-ministro já disse o que iria fazer" e que a posição da Comissão Europeia sobre as contas portuguesas é que "não há derrapagem orçamental", concluindo: "Provavelmente o que o Governo irá fazer é explicar o que está a ser feito para não haver o risco de derrapagem orçamental, tal como a Comissão tem admitido. Penso que andará por aí, mas o Governo é que decide".

Marcelo Rebelo de Sousa foi ainda questionado sobre as críticas feitas pelo Presidente francês, François Hollande, à contratação do ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso para o banco de investimento Goldman Sachs, e ao apelo para que renuncie a esse lugar.

"Imaginam que eu não vou comentar", declarou o Presidente da República aos jornalistas.

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