Diretora do SEF demitida. CDS fala em saneamento

ATUALIZADA - Parecer negativo à nova lei da emigração terá contribuído para a situação

Luísa Maia Gonçalves, diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) desde janeiro de 2016, foi demitida esta quarta-feira pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. A notícia foi avançada pelo Expresso e confirmada pelo DN.

Já ao início da noite, o Governo comunicou às redações que "a Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, convocou (...) a Diretora Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Luísa Maia Gonçalves, para uma reunião com o propósito de lhe comunicar a sua intenção de a exonerar, tendo Luísa Maia Gonçalves apresentado a sua demissão".

A decisão do Executivo terá que ver com o "incumprimento de objetivos". O DN sabe, porém, que havia já um mal-estar crescente entre a ministra e a diretora do SEF, sobretudo depois de esta instituição ter dado parecer negativo ao projeto de lei do BE para simplificar Lei de Estrangeiros, passada no Parlamento com os votos favoráveis do PS e do PCP.

O SEF chumbara a lei alertando para o "efeito de chamada, de forma descontrolada". Situação que não terá levado muito tempo a confirmar-se, conforme noticiou o DN, com quatro mil pedidos de visto a dar entrada nos serviços na primeira semana de nova legislação.

Este parecer do SEF deu mais força aos argumentos da oposição PSD e CDS, que já tinham fortes reservas aos termos das novas regras e por isso haviam chumbado (sem efeitos) a alteração legislativa.

O afastamento da diretora do SEF menos de dois anos depois de Constança Urbano de Sousa a escolher para o cargo foi recebido com surpresa dentro do serviço, confirmaram ao DN diferentes fontes.

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