Costa diz que ministro "agiu corretamente" no caso de Tancos

Primeiro-ministro frisa em entrevista à TSF que Azeredo Lopes não sabia "nem tem que saber" o que se passa nas unidades militares.

António Costa evocou esta sexta-feira o seu tempo de serviço militar para afirmar que, num caso de furto como o de Tancos, "há uma pessoa" sem responsabilidades e que é o ministro da Defesa.

"O ministro da Defesa, naquilo que lhe compete, agiu corretamente", sublinhou o primeiro-ministro, em entrevista à TSF, recordando a seguir quais eram os deveres militares no tempo em que esteve na tropa.

"Lembro-me bem quais eram as minhas obrigações quando estava de oficial de dia e tenho a certeza absoluta do seguinte: se houvesse algum incidente desta natureza enquanto eu era oficial de dia, em primeiro lugar a responsabilidade seria seguramente minha", enfatizou António Costa, em entrevista à TSF.

Num tempo em que a generalidade dos responsáveis políticos pelo setor da Defesa tem sido objeto de críticas dos militares por não ter feito tropa e, portanto, desconhecer as particularidades da vida castrense, o chefe do Governo insistiu em dizer que Azeredo Lopes não podia conhecer as condições em que era feita a segurança dos paióis.

"Há uma pessoa que eu tenho a certeza que não seria" responsabilizada à data em que fez serviço militar, sublinhou Costa, adiantando tratar-se do ministro da Defesa, "que seguramente nem sabia o que é que se estava a passar nem pode saber nem tem que saber o que é que se está a passar em cada uma das unidades" das Forças Armadas.

O furto nos paióis de Tancos foi divulgado pelo próprio Exército a 29 de junho, após ter sido descoberto, na véspera, um buraco na rede de proteção das instalações e dois paiolins abertos. O inventário feito concluiu pelo desaparecimento de lança-granadas foguete anticarro, granadas ofensivas, munições e explosivos, entre outro material.

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