Costa defende que acordo no BPI demonstra confiança na economia portuguesa

Esta posição foi assumida pelo líder do executivo português em Atenas, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro da Grécia

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que o acordo acionista alcançado no BPI representa "um sinal de confiança" no futuro da economia portuguesa por parte de investidores internacionais e contribui para estabilizar o sistema financeiro português.

Esta posição foi assumida pelo líder do executivo português em Atenas, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro da Grécia Alexis Tsipras.

"Vejo com muita satisfação e agrado que tenha sido possível aos acionistas do BPI encontrarem uma solução que reforça a estabilidade do nosso sistema financeiro, e que demonstra que há um interesse e uma confiança grande sobre o futuro da economia portuguesa por parte dos investidores estrangeiros", sustentou António Costa.

Na resposta à questão colocada por jornalistas portugueses, António Costa disse ainda que as partes envolvidas no acordo do BPI "manifestaram interesse" em Portugal, tendo uma das partes "concretizado um investimento" e a outra "demonstrado interesse" em fazê-lo a breve prazo. "Isso obviamente permite-me ficar satisfeito", concluiu António Costa.

O primeiro-ministro afirmou também que, na sequência do acordo, já teve a oportunidade de felicitar o presidente do BPI, Artur Santos Silva, assim como os acionistas do Caixabank e do grupo Santoro.

O BPI anunciou no domingo que as negociações entre os catalães do CaixaBank e a Santoro Finance, da empresária angolana Isabel dos Santos, foram concluídas com sucesso, permitindo resolver a "situação de incumprimento pelo banco BPI do limite de grandes riscos".

Estes dois acionistas do BPI - o Caixabank, com 44,10% do capital social do banco e a Santoro com 18,58% - tinham até ao final do dia de domingo para chegar a um acordo que cumprisse a redução do excesso de exposição a Angola estipulada pelo Banco Central Europeu (BCE).

Este acordo era necessário uma vez que o BCE considera Angola um dos países que não têm regulação e supervisão semelhantes às existentes na União Europeia, pelo que o BPI tinha de ajustar a sua exposição àquele mercado.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu hoje a negociação das ações do BPI na bolsa de Lisboa até à divulgação de mais informações sobre o acordo fechado no domingo.

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