Computadores do Instituto de Defesa atacados por "hackers"

Dois computadores atingidos mas sem consequências nem perdas. Ataques ocorreram no final de fevereiro e no início deste mês.

A importância dos ataques ao Instituto da Defesa Nacional (IDN) foi desvalorizada por fonte governamental.

Este foi o primeiro ataque de "hackers" registado pelo ministério da Defesa Nacional (MDN) em 2017.

Em 2016, foram duas as intrusões detetadas na área da Defesa, também em março e no IDN, descritos igualmente como incidentes sem consequências pelo ministério.

O IDN, com sede em Lisboa, é um organismo tutelado pelo Ministério da Defesa Nacional e dedica-se à investigação, formação e divulgação das grandes questões da defesa nacional e segurança internacional - desenvolvendo inclusivamente trabalhos sobre cibersegurança.

Todos estes casos foram comunicados ao Centro Nacional de Ciberdefesa, na dependência do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Em 2014, foi criado o Centro Nacional de Cibersegurança, inserido no Gabinete Nacional de Segurança, que, segundo o seu "site", "atua como coordenador operacional e autoridade nacional especialista em matéria de cibersegurança junto das entidades do Estado, operadores de serviços essenciais e prestadores de serviços digitais".

Segundo o Relatório de Segurança Interna de 2015, realizaram-se reuniões entre os Centros Nacionais de Cibersegurança e de Ciberdefesa, além de "reuniões operacionais" com o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e a Polícia Judiciária (PJ).

Em 2015, foi criada uma "sala de situação" para acompanhar "eventuais hackivistas durante o processo eleitoral" das legislativas de outubro.

Também nesse ano, foi publicada a Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço.

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